sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Amor incolor

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Amor.

Eu te amo.

Eu lhe amo.

Eu amo você!


Mas tu me amas?

Você jura que me ama?

Ou sou somente um bem querer?

Que te alimenta de amor na cama.


De verdade.

Para você.

Eu sou o amor?

Porque não pareço ter cor.

Produção: 4 de setembro de 2017.

domingo, 8 de outubro de 2017

Persiana capilar

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

Como fio de mel.

Eles adocicam o ar.

Beleza única.

De cabelos lisos.

Molhados pela água do mar,

que balançam e respingam sorrisos,

pra lá e pra cá.


São tão brilhosos,

como os raios solares,

douram as raízes capilares.


Ó cabelos lisos,

não fiquem presos.

Sejam livres mesmo.

De chegar a encostar no umbigo,

fazer cócegas com suas pontas, 

entrando devagarzinho,

pelo nariz e orelhas.

Até formar um ninho...

De lisuras.


Como nos travesseiros,

formam partituras.

Produção: 4 de outubro de 2017.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Vida multicolor

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Cores de sabores.

Cores, de flores.

Cores, de amores.


Cores, que sangram horrores.

Que fazem colorir os podres...

Da vida.

muitas vezes sem cor.

Dizem ser cinza.

Sem amor.

Embora tenha cor.

Produção: 21 de setembro de 2017.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Ondas capilares

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

São eles...

Cacheados.

Fazendo túnel para os dedos.

A mão é o trem,

que esfrega os cabelos.

Bons de passar a mão,

igual macarrão.


Crescem ondulados, geometricamente complicados.

Mas artisticamente, nos deixa apaixonados.


Ó cabelos cacheados,

quero surfar nos seus ondulados,

sentir seus cachos de uva,

ser o vento para dançar contigo,

a flor, para lhe podar aroma.

A água, para te jogar brilho.

A poeira, para mostrar a sua força,

que sem eira nem beira,

cai nenhum fio.


Só se cair ondulado.

Produção: 24 de setembro de 2017.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Prosa astral

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

O céu conversou com o sol.

Até que a lua apagou a luz do quarto.

Virou abajur.

Só restaram estrelas,

que formavam o diálogo,

pura beleza,

pura natureza,

puro astral.

Produção: 7 de setembro de 2017.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Poesia brasiliensis

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

A cidade poesia.

Tem tesourinhas.

Onde eu corto caminho,

até rimar com eixinho.


A cidade poesia,

está num quadrado,

com formas geométricas pra todos os lados.

Baús ambulantes espalhados.

Quadras e vias numeradas,

também feitas de siglas,

que dão a pista...


De ver a beleza na seca.

Olhar um céu de pureza.

Falar "véi" sem perceber,

até ter um lago,

visto da Torre de TV.


Tudo isso é um plano.

Elaborado para você.

Brasiliense.

Produção: 3 de setembro de 2017.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Rimaço

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

Cansaço.

Trabalhaço.

Descansaço.

Quebradaço.



Quem não cansa,

é o poemaço.

Que dá um banhaço.

Nesse tal de cansaço.

Aço.

Aço.

Aço.

Aço.

Produção: 28 de agosto de 2017.