quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Prosa astral

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

O céu conversou com o sol.

Até que a lua apagou a luz do quarto.

Virou abajur.

Só restaram estrelas,

que formavam o diálogo,

pura beleza,

pura natureza,

puro astral.

Produção: 7 de setembro de 2017.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Poesia brasiliensis

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

A cidade poesia.

Tem tesourinhas.

Onde eu corto caminho,

até rimar com eixinho.


A cidade poesia,

está num quadrado,

com formas geométricas pra todos os lados.

Baús ambulantes espalhados.

Quadras e vias numeradas,

também feitas de siglas,

que dão a pista...


De ver a beleza na seca.

Olhar um céu de pureza.

Falar "véi" sem perceber,

até ter um lago,

visto da Torre de TV.


Tudo isso é um plano.

Elaborado para você.

Brasiliense.

Produção: 3 de setembro de 2017.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Rimaço

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

Cansaço.

Trabalhaço.

Descansaço.

Quebradaço.



Quem não cansa,

é o poemaço.

Que dá um banhaço.

Nesse tal de cansaço.

Aço.

Aço.

Aço.

Aço.

Produção: 28 de agosto de 2017.

domingo, 3 de setembro de 2017

Por hora, branco

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: disponível)

As mãos deslizam o branco.

Pobre papel.

À mercê de um poeta.

Com a caneta firme na mão.

Pinta com a tinta então.


O cobaia nada tinha.

 Na verdade,

tatuou letras nas linhas,

eternizando a poesia.

Produção: 28 de agosto de 2017.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Pelos eixos

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

No diminutivo,

o Eixinho é grande.

Com um chão sombreado por ipês coloridos.

Você vai da Asa Sul a Norte num instante.


No aumentativo,

o Eixão é pequeno.

Tem a rodoviária de umbigo.

Um buraco,

com tatu escondido,

e une o Plano Piloto num só.

Todo dia.

Até feriado e domingo.


Produção: 23 de agosto de 2017.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Rima de mercado

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: disponível)

Certa vez, me perguntaram se poeta trabalha.

Bom...

Trabalhar eu não sei.

Mas dá muita oferta de emprego às palavras.


Produção: 8 de agosto de 2017.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Entregue ao seu tempo

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

 Por um momento.

Esqueci o tempo.

Por um momento,

os ponteiros pararam.


Por um momento.

Deu o alarme.

Não me faltou nem restou tempo.


Mas para te amar,

minha vida não virou um alarde.

Pois...

Vendi o meu tempo a você.

Produção: 1º de agosto de 2017.