quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Entregue ao seu tempo

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

 Por um momento.

Esqueci o tempo.

Por um momento,

os ponteiros pararam.


Por um momento.

Deu o alarme.

Não me faltou nem restou tempo.


Mas para te amar,

minha vida não virou um alarde.

Pois...

Vendi o meu tempo a você.

Produção: 1º de agosto de 2017.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Marcas de pele

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Não importa a roupa que vier a cobrí-la.

Não importa os chapéus e bonés que vierem a sombreá-la.

Não importa!


Se a folhagem virar tatuagem sob o sol.

Se o calor do sol esquentá-la até arrepiar.

Se a lama vier e lambuzar.

Se a água doce fizer brilhar, e a salgada dourar.

Se os fetiches por ela darem prazer até gozar.

Se as marquinhas mostrarem os caminhos do "amar".

Não importa!


Se as marcas de uma "noite daquelas" trouxerem boas recordações.

Se o aroma de café a impregnou.

Ou até mesmo o do cobertor.

Que a abraçou por horas.

Não importa!


Se ela envelheceu.

 O mesmo tato que me enlouqueceu,

transcendeu o meu olhar,

virou poesia,

que perfuma o que dizem ser...

Pele.

Produção: 1º de agosto de 2017.


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Pra mim, ela é minha

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Pra mim, ela é linda.

Pra mim, ela completa a minha inspiração.

Pra mim, a risada dela limpa os meus ouvidos.

O "smack" de seu beijo é a marca do sentido,

de amá-la.


Pra mim, não tem coisa melhor do que sentir o cheiro no travesseiro,

onde sempre restam alguns fios de cabelo.

Pra mim, o choro por você,

pinga alegremente sem eu perceber.


Pra mim, a sua silhueta forma o meu gosto.

Pra mim, o olhar é o espelho da certeza, 

de que pra mim...

ela é poesia.

Produção: 23 de julho de 2017.

domingo, 30 de julho de 2017

Tom do luar

(Pedro Paulo Mara)

(Foto: divulgação)

Noite.

Noite de luar.

A noite que não entra em pernoite,

roubou o sol do dia.

Um açoite!


Mas, um motivo havia.

Era para iluminar Felícia.

Da rua, és andarilha.

Ou melhor,

bailarina.


Sob postes esbranquecidos com a luz da lua,

A noite em clarão,

para ela,

fora despercebida.


O destaque se dava por uma alma intransponível e corpo em expressão.

De um vestido preto,

tão preto como a sua sombra,

que transparece ser o retrato sofrido,

do físico sem coração.

De quem parece dar passos em vão.


Felícia pincela suavemente o ar com suas mãos,

brilhando uma pele cor de giz,

mediante um quadro,

em que ela é a obra de arte,

do que verbalizam  ser o mair puro prazer de...

dançar.


Produção: 23 de julho de 2017..

domingo, 23 de julho de 2017

Cidade inspiração

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

O vento que bate no meu peito,

é o mesmo que bate nas asas sul e norte,

fazendo decolar a minha imaginação,

escrita no asfalto do eixo.

E isso não é poesia.

É Brasília.

Produção: 22 de julho de 2017.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Desejo

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: disponível)

Um abraço disfarçado de beijo.

É isso que eu desejo.

Do fundo do meu coração,

que te abraça com o desejo,

de ter o seu beijo.

 Produção: 18 de julho de 2017.

domingo, 16 de julho de 2017

Verde colorido

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)

O DF verde que te permeia,

frutifica por todos os lados.

A até você perceber,

os galhos secos desse quadrado,

que frutificaram...

Mais um Ipê.

Produção: 16 de julho de 2017.