quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Em areias escuras

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: reprodução)

Trovoou na terra do lobo.
Trovoou na mente do lobo.
As pegadas marcam suas raras passadas pela praia.
De onda  em onda, de trovões em trovões, o combate paira.

Vigia de sua praia,
onde já batalhou em matilha.
Hoje, apenas cuida de suas feridas.
Mas ainda é forte, luta pela vida.

Volta à floresta crente da calmaria da praia.
Mal sabe ele o que lhe aguarda.
A fauna de zonas temperadas está desesperada, 
louca para devastar sua matilha e sua laia.

É meu lobo, os inimigos estão pra cima de vocês,
melhor rosnar menos e morder mais dessa vez.
Porque se rosnar como nas trovoadas,
irá fatiar a carne temperada.

Produção: 22 de Outubro de 2015

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Uma prosa com o céu

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: www.wallysou.com/2010/12/07/como-voce-se-converteu-a-cristo/)

Viajante dos ares, sou eu Fulano.
Viajante dos ares, sou eu Fulana.
Meu voo é plano,
mas é longo como criança brincando na lama.

Percorro esses ventos aéreos, 
de me tirar o fôlego.
De mostrarem vaga-lumes terrestres lá do alto.
Sem medo, não peço socorro.

Tais vaga-lumes se embaralham em minha visão.
Enquanto isso, a lua sobe para perto de mim...
Nesse céu em vão,
sou eu Fulano e Fulana, e não anjo de querubim.

Impulsiono minha viagem.
Parando de nuvem em nuvem,
do dia à noite.
flutuo sem dormir, logo, caio em pernoite.

Sobrevoo morros e montanhas,
os bosques se tornam pequenos, miúdos perto de minha Amazônia.
Num momento em que a lua me carrega de estrela em estrela,
vou de Hong Kong ao RJ, que beleza!

Voar não é tão perigoso assim,
porque aqui, sou piloto, sou passageiro, sou dono do meu fim.
Sou o próprio avião de uma ponta a outra nesse globo mental.
Seja num monomotor a um Boing, sou a rota ideal.

Ah! E quando passei pelo mar...
O dia via o que a noite é cega para lhe contar.
Vários tons de azul pude perceber,
além de lagos esverdeados, desses que vocês vêm na TV.

Agora leitor...
Estacione no pátio desse aeroporto sua história.
Porque Fulano e Fulana rodaram o mundo, e desembarcaram no amor.
Quem sabe seu voo não esteja na hora?

Produção: 2 de Outubro de 2015

domingo, 27 de dezembro de 2015

Ouvidos surdamente atentos

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Ei!
Psiu, psiu, psiu, psssiiiiu!
Me ouça!
Minha voz não sumiu!
Me faça tirar a exclamação desses versos, não me jogue às moscas.

Estou num barril invisível.
Se possível,
jogue-o no mar sem exitar.

Lacrimejo minhas angústias,
levemente num choro mudo e pleno.
Alma murcha de corpo inflado por um amor pequeno.
De que adianta encher essa alma de alegrias sujas?

Compartilhar conquistas se torna indiferente,
nesses dias sem afeto,
quebra-se o elo entre a gente.
Diálogo nada concreto.
Agora, tudo é indiferente.

Porém, entretanto, quiçá, quem sabe um dia...
Mas não agora.
Tal amizade ignorada sem dar valia,
foi jogada fora.

Produção: 2 de Outubro de 2015

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

A poucos passos do amor

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Sobre o reflexo dos postes pela pista molhada,
você pára!
E me olha sem pensar em nada,
é agora, que eu hipnotizo sua fala.

Sem realmente pronunciar uma única palavra,
a circunferência de seus olhos paralelos aos meus.
Assim como a boca, agora de fato você "envidra", empedra, trava!
Mas não fique assim pelo amor de Deus.

Preciso de seu corpo violão,
para compor meus versos.
Demonstrar meu amor a ti, mesmo do outro lado da rua, me viro do avesso.
Porque imploro um contato, um beijo, mas que injustiça do cão!

Logo, consigo me descolar do chão,
estamos cada vez mais perto,
não chore não!
Porque eu te quero, e sei suas intenções, mas não sou fácil, alerto!

Sua pele vem e me amacia com uma leveza única.
A cada toque, quase erótico, algo você insinua.
Nosso calor se duplica nessa tônica,
sem precisar estar nua.

Produção: 2 de Outubro de 2015

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Vozes e suas fases

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: www.igualmentediferentes.com/2014/08/21/a-voz-de-cada-um/)

Ela nasce junto de meus "gugu dadas".
Vozes maduras, só o tempo para lhe aperfeiçoar.
Experimentos rotineiramente entoados pelos agudos da vida,
com os acordes vocais engrossados numa juventude pouco desinibida.

Berro alto para o nada,
para que só eu ouça meus aborrecimentos.
De qualquer forma, sou um detento.
Meu cárcere me corrompe por dentro, imploro liberdade, a fim de ao mínimo sussurrar uma única palavra.

Nesse instante, batem na porta, 
quando atendo, é ela, a mais desejada.
Ta aí, a maturidade que me faltava.
Sem ela, minha voz agora estaria morta.

Logo, solto meus versos e minhas rimas.
Os batuques de meu coração se inflamam pelas veias,
sou outro corpo, sou outra voz, tenho outra alma.
Ufa! Me livrei desses traumas.

Não digo isso tudo por causa de meu aprisionamento vocal,
até já fui mais radical.
Entretanto, hoje a timidez com o público, com retaliações, preconceitos, se desmancham em meu muro.
Minha casca engrossou, lhe asseguro.

Produção: 25 de Setembro de 2015

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A 30 metros do povo

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Rafaela Feliciano)

Entre liminares ao longo dos anos,
tal desocupação da orla do Lago Paranoá é oficializada num papel.
Diálogo entre GDF e Ministérios Público do DF e territórios conclui tal imbróglio, e decidiram: "Cercas e muros? Derrubamos!".
Para alguns, decisão cruel.

Um píer, uma quadra de esportes, não derrubados em prol do bem social, se tornam indiferentes.
Agora... Cá entre a gente,
enfim, o brasiliense é da Península dos Ministros, dos Lagos Sul e Norte.
Para o bem do povo, poderios latentes.

GDF e MPDFT, essas siglas encheram o prato da mídia.
Reuniões com comunidades, de que adiantou se a justiça reinaria.
Imagine documentários sendo gravados, mais pessoas praticando esporte, a beleza da orla merece ouro e não bronze.
Enquanto isso, máquinas são vistas de longe.

E me desculpe madame pela retirada de seu belo chafariz,
porque a orla do Lago Paranoá agora é oficialmente pública.
Assim como na liberdade de locomoção nos pilotis, abrem espaço às demolições da Agefis.
Espero pouco para ouvir sons "orlanistas", vindos de turistas, "candangos do entorno" e até de pássaros planando nessa república.

Produção: 24 de Setembro de 2015

sábado, 12 de dezembro de 2015

Papéis, papiros, fora de mim folhas urbanas

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Menino do campo, revoltado na cidade.
Papiro, não sou mais sou mais seu amigo!
Te jogo da janela invisível com toda minha vontade.
Nesse tortuoso e complexo caminho, você agora é passado, é antigo.

Jogo na reta do destino meus problemas,
minhas angústias.
Me livro, ufa!
Agora, estou longe desses dias escuros e sem ternuras.

Socialmente encravado,
era da rotina incessante de trabalho,
mas não sou mais disso tudo, um aprisionado.
Busco um atalho.

É dessa terra vermelha que sinto saudade,
de um frio agradável à minha epiderme.
Memórias gravadas eternamente na minha lápide.
Viro humano, não mais verme.
Produção: 14 de Setembro de 2015

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Poetizando seus passos

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Poesia?
Sim, faço poesia.
Assim como o vento guiando seu frescor.
Começo sem rima porque agora você samba nos meus versos.

Mexa-se!
Pense!
Livre-se!
Mas ratifique-se, porque aqui não tem bobice.

Logo aqui estou, nesse belo luar,
malícias de um amor pelo molejo,
é isso que me faz te acompanhar.
Rodar o quadril pelas beiradas e prosear num café da manhã comendo goiabada com queijo.

De um lado para o outro, você me envolve.
Até na cama que serve para dormir você pula,
atire alegria apenas como metralhadora e não como revólver.
Esse é o remédio da vida, leia a bula!

São colocados numa rede seus aborrecimentos, apesar disso, lamento...
Quando voltar de minha festa, os mesmos irão lhe confortar quando nela se deitar.
Não cochile muito, porque a agitação de minha terra vai te enraizar.

Queres um passo doble de risadas? 
Ou um olhar sedutor descendo as escadas?
Você é meu, você é minha, sou dono de seu gingado!
Sou a prosa poética fazendo até mesmo um gringo sambar sem estar envergonhado.

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Produção: 9 de Setembro de 2015



sábado, 5 de dezembro de 2015

Fui da guerra, sou da guerra, serei da guerra

(Pedro Paulo Marra)


O halter cai,
o ferro ecoa na mente,
você empurra suas desculpas esmagando seu peitoral num fly.
Enquanto aos derrotados, tremem os dentes.

Berrando alto,
Por dentro, você se ignora, lamento...
O descanso ser seu maior tormento.
És um bodybuilder de fato!

Sim, você está tonto.
Seus olhos querem saltar para fora.
E não, você não está pronto,
até rastejar de dor na academia quando for embora.

Qual esporte é mais injusto?
É você contra seus egos, contra sua ignorância.
Te esclareço caro leitor, leigo ou culto.
Se puder, o bodybuilder vomita a petulância.

E quando a surdez do "exagero" vem à tona?
Seu rival no esforço perdura como numa maratona.
Corra sem pressa, evidenciando seu maior coro popular...
Estar sempre no jogo.

Nessa ambiência de pedras te esmagando,
molde a reviravolta, mesmo que não possa.
E aguente o tranco.
É aí guerreiro, que sua casca engrossa.

Produção: 1º de Setembro de 2015

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O ato da depressão

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: www.a12.com/jovens-de-maria/noticias/detalhes/depressao-na-juventude)

Nesses momentos de reflexão,
sou da lua, sou das sombras cinzentas, dos pinheiros, e também da escuridão.
Sozinho nessa constante interrogação,
Parece estranho mas, como poeta gosto da depressão.

Muitos pensamentos vêm e vão.
Tenho apenas algumas horas para descansar,
na sublime solidão.
Escolha inconsciente, é de se questionar.

Numa coragem latente,
e âmbito frio, é indolente.
Esse é meu atual estado mental.
De trovoadas mudas que confundem meu temporal.

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Produção: 28 de Agosto de 2015

sábado, 28 de novembro de 2015

Poeta ou poetiza, apenas escreva!

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: kiram.wordpress.com/2010/01/25/aquel-poeta/)

Temos de explodir letras no nosso liquidificador psicodélico.
Popular mentalidade num mundo em certos momentos cético.
Naturalmente os encaixes gramaticais combinam-se com os literários.
E o intervalo de tempo é seu imaginário.

Lúcido, escreve arco-íris.
Dolorido, escreve ferimentos.
Bêbado, escreve seus mais sofríveis sentimentos.
Sério, na madrugada, escreve por amor, mesmo com o cansaço de sua íris.

Poeta dorme?
Digo que não! Poeta desenvolve seus sentimentos.
Poeta come?
Digo que não! Poeta se alimenta de uma sopa literária.
Agora de uma coisa todos sabemos...
O poeta é um mero escrivão de seu labor diário.


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Produção: 5 de Agosto de 2015

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Pelos galhos secos da Dama da Madrugada

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Uma dama perambula pelo luau,
o gato, lá nos galhos, mia sem ser visto.
Miau, Dona Madrugada, miau!
O ar gelado dessa ambiência negrume é no que insisto.

São os lapsos de memória que trafegam pela sua mente.
Porém, de repente!
O gato vem de novo miando do seu lado,
medo ou espanto? Prefiro só não ficar desesperado.

Seja com o gato ou com os galhos,
só uma árvore, vários receios.
Sou da noite, sou do medo, sou dos atalhos do meu desespero.
"ReSEIOS" de um estupro, ó Dama da Madrugada... Onde corvos aterrorizam a solidão de gorjeios.

Suas sombras migram, mas não saem de sua escuridão.
Claro mas não muito escuro, logo apuro...
Não só Dama da Madrugada, entretanto, virgem. Caro leitor, perdão!
Reflita essa prosa poética na solidão de seu passado, presente, quiçá futuro.
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Produção: 28 de Julho de 2015

domingo, 22 de novembro de 2015

Sintonia interligada

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: expressoinconsciente.wordpress.com/page/25/)

Num parque, numa praça, eu e ela.
Num escritório, pela orla, eu e ela.
Admiram os anjos de querubim,
impossível não sentir uma queda.

Notas musicais aos montes,
assobiamos sem nos importarmos,
até saber que nos amamos.
Pingando sorrisos das mais variadas fontes.

Não basta estar de mãos dadas,
é necessário enraizar nossas energias.
Milhares de escolhas perfiladas.
Entre eu e ela, algo aparecia.

Ser domado ou levar-se pelo olhar,
"diamantizar" os brilhos do mar,
ao olhar para seu horizonte por aquela orla.
Você e ela, ou tudo jogado fora.

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Produção: 26 de Julho de 2015

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Amena ventania de outono

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Época em que carros, bicicletas e pessoas embelezam as ruas alaranjadas, 
como baralhos pelo ar.
Outono, folhas únicas.
Chega dá vontade voltar a brincar.

Dormir, vira hibernar.
Se vestir, vira se agasalhar.
Na levada de um leve jazz,
tal época em revés.

Um frio familiar e aconchegante.
Tarde de sobrar fôlego.
Raios solares predominantes,
um afago compartilhar o desapego financeiro.

Ao assobio de sombras voadoras,
o sol se deita nos lençóis do horizonte.
Referida folhagem por hora não flutuante.
Beleza de leves redemoinhos sobre paisagens longe de serem amadoras.

Para fechar essa prosa poética, um dito escrito por mim quando criança e que meu pai guarda até hoje:

"As folhas de Outono varridas pelo vento, levam os momentos deixando uma saudade do tamanho do amor que nos consome"

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Produção: 16 de Julho de 2015



sábado, 14 de novembro de 2015

Escuridão estrelada de dúvidas

(Pedro Paulo Marra)
(Foto: Reprodução)

Sob galáxias intermináveis, estudos variados.
A mente do ser humano, borbulhando meteoritos julga-se necessária.
Popular estereótipo de seres esverdeados, com suas antenas e dedos.
Desde Iuri Gagarin e Neil Armstrong...
Nosssa missão, inspecionar o anonimato, decisão pouco arbitrária.

Curiosos somos todos ao sempre ver esses pontos luminosos no céu.
Falava-se em corrida espacial.
Entre descobertas de um paradoxo ambiente, nesses questionários, viramos réus.
Entretanto, Terra, és do espaço sideral.

Diagnosticar o que há ao redor não é problema.
Vosso couro cabeludo desdenha seu sofrer.
Coçar dúvidas pertinentes ou não, que dilema.
Da troposfera e exosfera, o vácuo, estrelas ao nosso ver.

Espaço interplanetário, interestelar e intergalático.
Auroras boreais nos parecem bonitas, ao pensar que lá longe é quase opaco, tampouco vazio.
São particulas subatômicas a velocidade da luz vagam sem movimento pragmático.
Ondas gravitacionais, radiações de todo tipo, ultravioleta, raios Gama...
Adentrar nesse sistema, um desafio.

Tratados internacionais personificam a barreira de informações.
Os foguetes, balões e espaçonaves estão à postos.
Temer radiações num infinito vácuo é de se levar dúvidas aos periódicos.
De uma coisa sabemos...
A gravidade do problema é saber o perigo das contestações.
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Produção: 10 de Julho de 2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Teclando sem fundamento

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Sopa de letrinhas com sabor padronizado.
Explosivo impacto tecnológico,
ainda há jornalismo nos nossos periódicos?
Num lead o que importa é o polêmico resultado.

A tal da informação mudou de rumo.
Entre resquícios de compartilhamentos digitais.
Advindos de importantes capitais.
Jornalistas, procuram-se os raros com rotina em resumo...
Jornalismo soberano.

Auxílio sim, porém, não intelectual.
Pauta pertinente na socio-locução.
Diria o caro leigo: "Mas que problemão!".
Nessa sopa temos de nos alimentar da produção textual.

Colocar nosso tempero,
instigar o povo brasileiro.
Repercutir ao mínimo num período semanal.
Chamar a atenção pelo contato pessoal.

Cibernética dialoga no impessoal.
Nos divertimos numa bolha grupal.
Talvez seja por isso que os cumprimentos estão opacos.
Pessoas satisfeitas aos lados.

Repare numa praça.
A análise do impresso perde para a simplicidade do digital.
Utilidade pura opcional.
E para você, qual é a graça?

O que são pontos e vírgulas?
Parágrafos e travessões?
Julgados periódicos em tempos de abertas feridas.
Não podemos esconder as econômicas ilusões.

Na auto-autorização vamos nos recuperando.
Seja nos acréscimos ou não.
É necessário curar-nos da lesão.
Quando menos nos tocarmos estaremos novamente ganhando.

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Produção: Data imprecisa


domingo, 8 de novembro de 2015

Escanteado como inseto

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: www.queridoslivros.blogspot.com.br)

Numa escuridão sempre presente.
Estando reunido de dia ou de noite.
Insignificância de um homem que fora importante,
desprezado num psicológico açoite.

Compreensão não há, nem sequer amigos.
em prol do bem familiar.
Responsabilidade em pleno risco,
com maçãs a te julgar.

Pelas sombras anda sozinho.
Várias pernas sem função. Por quê existir?
Sem labuta não há caminho a seguir.
Em busca de contato, quem sabe carinho.
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Produção: 2 de Junho de 2015.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Apego maquinário

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: www.travessa.com.br)

Interessante relação homem e máquina.
Detalhes que não passam despercebidos.
Conta-se à todos suas funções, até mesmo na prática.
Prosa envolvente e torturante, sofrem os ouvidos.

Um poderio latente se forma.
Anterior porta-voz como referência.
Convidados à atos macabros, haja consciência.
Preceitos antigos, a mais cabida norma.

Discussão minuciosa, entre patentes,
num ambiente desértico, a punição é longa.
Jurisdição em xeque, entretanto, afeta gente como a gente.
Kafka, reflete e afronta.

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Produção: 2 de Junho de 2015

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Circunferência artística

(Pedro Paulo Marra)

 (Foto: www.redebomdia.com.br)

Diafragma abre e fecha.
O olhar se diferencia às arestas,
Seja amador ou profissional,
nuances de fotografar simples costumes ou um belo lual.

Praticidade posta à prova.
Sombras, tons de luzes e texturas.
Do alto de um prédio ou pelas ruas.
Destrezas de cenas que te alegram e apavoram.

Não há desculpa nessas horas.
O dono de ação é você.
Nunca desfoque os detalhes, de um catador de lixo ou de pombos alimentados por uma senhora.
Câmera, expõe seu caráter.
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Produção: 26 de Maio de 2015

domingo, 25 de outubro de 2015

Sofrer é viver

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: projecthulk2-0.blogspot.com.br/p/fotos.html)

Quando a hora de entrar no santuário chega, a vontade de puxar ferro aumenta.
A vascularização estagnada sem mais espaço para circular sangue demonstra a ambição.
1 norte, 1 meta, 1 objetivo, apenas 1 campeão.
Numa vontade sedenta.

Faça com que cada treino haja superação.
Derrame seu suor porque haverá mais um mar de pingos por vir.
Quando se pensa em parar não há melhor sermão.
Sofra, logo exista! No final, com certeza vai sorrir.

O tato nas pegadas mais firmes formatam as mãos.
Marcas da batalha sangrenta.
Aliás, o sangue é vermelho, cor do amor não!?
Amar é mais que uma virtude, aí que o ferro trai quem de paixão lamenta.

Ao sentir o veneno mais mortal não morra.
Por dentro surgi um leão imortal querendo se libertar.
Sua caça é diária. Então afie os dentes, não corra.
Limite não interessa para quem sabe amar.

Olhares atravessados não apagam o fogo no olhar.
Ficar em casa na chuva, feriados, sextas à noite, baladas e festas, pára para pensar...
Faço das suas champagnes meus halteres, sua cara inchada a minha suada.
E meu sono, nada mais do que sua ressaca.
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Produção: 21 de Maio de 2015

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Cheiro de casa

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Não há perfume de ninguém,
mesmo a suja poeira do sofá.
Sua fragrância é marcante desde o jardim à sala.
Sensação única de conforto que nenhum outro lugar tem.

Ao voltar de viagem,
se corre para a cama desesperado,
para se esfregar no lençol fresquinho quase gelado.
Um forte afeto, numa bonita tarde ensolarada após uma estiagem.

Faltava-lhe o som das gavetas, dos passos pelos corredores.
Portas se abrem e fecham, molhos de chave te alertam.
Gritar pelo outro que está na cozinha, ou a mãe mexendo nas flores...
Flexível rotina e aconchego que marcam.

O cheiro de casa, seu afeto.
Recordar seu lar, seu apreço.
Impregnado nas roupas o aroma de seu teto tão amado.
Isolamento do mundo por completo.
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Produção: 21 de Maio de 2015

sábado, 17 de outubro de 2015

Teimosa insistente

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: gecasadocaminhosv.blogspot.com.br/2012/02/esforco-pessoal-joanna-de-angelis.html)

A cada dia um balde de suor transborda,
um pingo de uma raivosa teimosia.
Escorrendo esforço até rua pela porta.
Balde vazio, transbordando novas agonias.

O que é o limite perto da desobediência?
Encucar a glória sem discernimento.
O caminho com cascalho e lama parece ter uma boa consequência.
Não são pepitas de ouro e sim, passar madrugadas em sofrimento.

Numa enxada ou num laboratório,
Dita sofrência notória.
Sempre brilhando uma platina simplória.
O que para si é sublime para os outros é irrisório.

Auge maior dar tudo de si,
guerreiro da própria luta.
O aprisionado persiste.
Simples recruta em sua diária labuta.

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Produção: 21 de Maio de 2015

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

O sorriso e o pingo d'água

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: lojareviva.com.br/blog/?author=2&paged=6)

Pingos transformados em dentes.
Vários sorrisos, várias pessoas sorridentes.
Numa água cristalina num instante o tempo pára.
Momento passageiro, na mente, uma cena intacta.

Reunir lembranças saudáveis às emoções,
purifica os olhos em flagrante.
Fenomenologia com mais sentimentos do que razões.
Como num nascer do sol abre-se em sorriso dominante.

Numa praça ao trabalho, correndo pela orla, num ofício corriqueiro.
Lícita expressão de uma sina, trabalhador brasileiro.
Desde o empresário ao pedreiro, compartilhar alegria é lei universal.
Colorido de raças, cidades e suas cores e luzes.
Detalhes perceptíveis a quem idealiza o emocional.

O brilho de um brinco, de um diamante ou do ouro.
Artificialidade desnecessária.
Seu sorriso, seu tesouro.
De todas as ações, a mais simplória.

Rugas ou pele envelhecida não retiram seu glamour.
De uma ponte a outra suas covinhas confirmam o óbvio, sem entrelinhas.
A peça da vida se abre como cortinas.
Pincele o ar ao sorrir seu maior louvor.

Máscara de nascença, nosso rosto.
Escultura de nascença, nosso corpo.
Dinamismo mental, nosso intelecto.
Túnel de nossas vivências, nosso sorriso brincando pelo vento.

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Produção: 18 de Maio de 2015

sábado, 10 de outubro de 2015

Qual a sua guerra?

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: bap63.wordpress.com)

Todos nós temos uma guerra.
A força da luz lhe exalta,
diante do confronto, o guerreiro não erra.
Suor a pingar, é o que lhe faz falta.

Importância de reerguer-se.
Subir no palco da vida prosseguindo ao som de trovões.
Ter tudo é nada, e ter nada é tudo nessa sina de sermões.
Não importa se seu sangue jorra enquanto a Terra estremece.

Momentos constantes de reflexão,
há de estar atento, nunca em vão.
O adversário incomoda sem ao menos chocar.
Bate na sua porta para te desafiar.

O caminho é tortuoso, cheio de desfiladeiros e de cascalhos.
Com um retrovisor por hora vazio.
Seu maior incômodo é estar abandonado,
estímulo variante, de um sarcástico riso.

Nesse âmbito não há time,
rounds infinitos.
Um dia a dia sublime.
E por favor, glorifique seus ímpetos.

No começo só uma coisa brilha.
Os postes da madrugada,
acordam com você iluminando sua jornada.
O que lhe importa é sentir-se imortal caminhando pela guerrilha.

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Produção: 14 de Maio de 2015

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Às luzes, um poeta na madrugada

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: www.nosrevista.com.br/2010/05/14/qual-a-diferenca-entre-um-poeta-e-um-artista)

Poeta, constante flutuação numa ambiência de fantasias.
Relatos, histórias e fatos em sintonia.
Na pureza de um poeta sentencia-se seu clamor.
Há de ser sentimental numa madrugada ou quando o sol se pôr.

Jogo de palavras interessante.
Ruídos esferográficos, passadas fortes e leves...
Dão ritmo e emoção num papel simples e importante.
Mente borbulhando ideias, mesmo com luzes acesas ou apagadas, se entregue.

Não basta ter paixão por escrever,
sem ao menos gostar de ler.
Se dar ao luxo de reconhecer erros.
A poesia é livre para quem a trata com zelo.

Cabelo a coçar, olhares evasivos por pensar.
Um só guia, mais de um lugar a se imaginar.
Flexível mentalidade de criar,
num contraste com o bobo que nada vê, nem sabe decifrar.

Não há finitude imposta,
a não ser que seu vocabulário seja uma joça.
Honestidade posta à prova.
Não se preocupe, só hemos de ter uma boa prosa.


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Produção: 13 de Maio de 2015