sexta-feira, 31 de julho de 2015

Corrupç...NÃO!

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: ultradownloads.com.br/papel-de-parede/Terno-Anonymous/)

Somos um país ou uma nação?
Orgulho pela própria natureza,
o hino designa um sermão.
Engravatados, sérios, sem esforço, porém, com riqueza.

Na contramão do político aparece o corrupto,
pode até ser "honesto", ficha limpa, mas a cara...
Tatuagens invisíveis não escondem o semblante sujo.
Nuance de injustiças em que o povo só repara.

Ó tempo consciente de maduros e corajosos adolescentes.
Talvez o espelho alheio esconda a personalidade do jovem atual.
O receio de ser julgado quase tremendo os dentes.
Caráter comum, são como cópias. Por fim, vira um  ser anormal com pouca influência social.

Personagens de um lugar tão bonito,
cheio de cartões postais num território quase infinito.
Várias cores confrontam um padrão preto e branco.
Em meio a rostos repetitivos e sem relevância.
O abstrato se torna concreto e o concreto se torna abstrato.
Os momentos têm mais beleza e encanto, o que ocorre dentro desgasta e aumenta a petulância.

À brisa sob as palmeiras, carvalhos e outras árvores.
Natureza essa que sombreia uma bandeira com suas cores aos horrores,
qual valor se dá aos louvores?
De suma importância, porém, é deprimente a deselegância com o vosso verde e amarelo.
Ser taxado de pobre sem valor por andar de chinelo.

Apelos surgem do lado contrário, mas que momento!
Dever de colocar um escudo, por hora invisível.
A essência de um verdadeiro político se perde ao relento,
se torna raro eleger e reconhecer uma posição plausível.

Os agradáveis blocos de cimento distribuídos no palanque da capital viram nossos inquilinos visuais.
O futuro nos aguarda.
Ações diretas no presente personificam nossa farda.
Trabalhador brasileiro, sofredores somos todos iguais.

Nos resta o orgulho das conquistas,
de um policial "guardião da paz"?! A uma medalha de um jovem esportista.

Produção: Março de 2015 

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quarta-feira, 29 de julho de 2015

A força do apito

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: www.resenhagol.com)

Ah... O futebol, mais do que um esporte,
magnífica a interação que proporciona.
O palco, o campo, torcedores seu suporte.
Tão especial que até quem mal sabe falar se apaixona.

Após a introdução vamos ao tema.
Um cara sempre questionado, xingado e polêmico.
Ouvir: Ei juiz! Vai tomar naquele lugar, não é problema,
a beleza está em ser excêntrico.

Como sua mãe sofre, ninguém ao mínimo, dele, gosta,
ainda mais quando está em jogo.
O apito se transforma em arma de fogo.
Um batalha campal prazerosa.

A violência incita ao desacato,
maior autoridade dentro das quatro linhas.
O juiz manda até nos bandeirinhas.
Ai do técnico desobedecer, é expulso, fato!

As nuances da partida se refletem na arquibancada,
calor de gritos, bumbos e fumaças.
São tantos apaixonados e loucos por suas taças.
Cores de seus times ficam impregnadas.

O termômetro é a bola correndo pelo gramado.
Como sangue pelas veias.
Pela linha de fundo, ela é cruzada, a curva dada numa falta, e um pênalti, quase um infarto declarado.
As ferramentas formam seus guerreiros com ataduras, meias, caneleiras e chuteiras.

A farda emblemática segue a história e tradição.
Respeito com o juiz?
"Coé" professor! Respeita minha equipe do coração.
Futebol é uma caixinha de surpresas, sofre com tudo vosso homem do apito, caro infeliz.

Uma falta, um cartão vermelho, um pênalti.
É quase um circo de palhaçadas de vez em quando.
Mas há de convir comigo meu mano...
É bonito ouvir o apito final e ver o torcedor feliz da vida chorando aos prantos.

Produção: Março de 2015



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domingo, 26 de julho de 2015

O que é a felicidade?

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: www.zeiten.com.br)

Entre gargalhadas, sorrisos que deixam de lado o desaforo.
Tem que amar a si mesmo, e até, rir com choro,
não tem coisa mais prazerosa do que rir por rir.
Tão espontâneo esse belo ato de sorrir.

A chuva não vem para atrapalhar, alagar ou encharcar.
Pense em sair de casa num fim de tarde chuvoso,
sinta-se como uma criança, e se leve pelo sorriso de cada pingo no rosto.
Verá que ser criança é muito mais do que só alegria.

Ta na chuva, é para se molhar, se esbaldar, se sujar.
Cair, brincar, correr, pular, e claro, se alegrar.
Viu como é bom ser feliz sem gastar com...
Dinheiro e luxúria, meros detalhes para quem vive mentiras.

O verdadeiro ouro a ser encontrado é descobrir-se a cada dia e ver quem você é de fato,
acordar de manhã, lamber o prato,
curtir um belo amor a qualquer momento do dia.
Verá em si mesmo uma boa companhia.

E o ápice da felicidade? Nos torna melhor?
Para quê? Se ela está lá embaixo com todos os amigos ao redor.
Se isole na reflexão e nunca na compaixão.
Necessitamos dos outros para no final relembrar os momentos de afeição.

Saberá que por mais que não esteja bem mentalmente,
sua alma resguarda um olhar transparente e límpido,
corpo confuso de mente vazia, mas coração intacto, quiçá inocente.
Ama a si mesmo, porém, com um corpo ferido.

Ganhe uma risada que ganharás o dia,
dê outra que confortarás a companhia,
puxe um papo na mais tranquila e envolvente lábia.
Envolva-se até saber que ganhou a vida, quem sabe a pessoa amada.

O pulo do gato se faz com magia,
sozinho consegue começar o que ninguém faria,
cada sorriso exposto aumenta a euforia.
Rima de um mesmo final quem diria?!
Então, é melhor acabar com "alegria".

Produção: Fevereiro de 2015


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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Ao vento de uma tarde qualquer

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Augusto Real)

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas,
grupos de famílias caminhando pela praça, 
aos risos, induzidos por simples graça.
Não há impedimento algum nessa tarde ensolarada.

Complacente sem discussão.
Os pingos de uma fonte purificam as vistas.
Não há cansaço onde há alegrias,
nem sequer solidão.

Ao som da calmaria do céu azul ciano,
chega a hora de desfrutar de um bom rango,
seja entre amigos, família ou sozinho.
Até a tarde é bem vinda com um bom vinho.

Celebrar, amar, silenciar, até mesmo discutir.
Apenas, precisa-se sentir...
O calor humano faz o diálogo fluir.
É tão bom ser você, feliz sem se ferir.

Digamos que o olhar é um poço a céu aberto.
Guarda rancores...
Mas ao mesmo tempo, é belo e grandioso como um mar de flores.
Não deixe de piscar suas ondas fotografando a vida e seus farelos.

O picolé da criança derrete sua gargalhada,
não chega a ser elegante mas é desfrutante,
o sorriso de uma mera criança na calçada.
Aos pais enchem os olhos doces de um orgulho incessante.

Após voar nos pensamentos,
aterrize sua mente.
O contato com o solo tem outra vertente.
As nuvens de cima se acasalam em meio aos ventos.

Lapide seus sorrisos sambando da vida.
A malemolência na mais pura essência.
Aí que terá a felicidade vivida.
Deixe de usar perguntas e se leve pelas reticências.

Produção: Março de 2015


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domingo, 19 de julho de 2015

Qual seu subconsciente?

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: fonte indisponível no momento)

A perfeição é admirável,
mas não somos todos assim, claro é desejável.
Olhe até o último alcance do teu olhar no horizonte.
Sempre tirar 10 se paga pau,
imagine quem sai do 4 para o 10?
Na certa, ganha mais respeito e moral.

Seu coração é como um volante de Ferrari,
corre a mil sem querer que pare.
Por isso, existe a cabeça, razão sub-controlada, 
estigma de poder calcado na lata.

Os problemas do dia a dia tentamos esquecer,
na chegada ao bendito santuário,
a boa áurea dos ferros vai me favorecer.
Esculpindo com ardor de um guerreiro missionário.

Cismado com a ideia de superação,
amplitude concomitante com a garra de um leão.
Impulsiona o desejo de um novo desafio,
a casca engrossa e o sangue fica frio.

Olhares virão para lhe derrubar na guerrilha.
Além do que, a inveja mata e descrimina.
Então, faça de cada treino uma chacina de discórdias,
verá o campo minado florido com suas glórias.

Produção: Março de 2015


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Engatinhando a passos largos

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: rugidoaoamanhecer.blogspot.com.br)

Latejado pelo ato de ler, imaginar e sonhar acordado,
viajar como uma águia pousando em cada lado,
com seu marcantes relatos.
Em reluto com as contradições da vida se afasta, dando cor às palavras lidas num jornal de praça.

Carrancudo pelas tristezas vividas, porém, não triste, por saber caçoar como ninguém.
Ao som do primeiro "plim" de um ferreiro,
se enlouquece de orelha a orelha o árduo guerreiro.
Porque agora, não importa o que digam, fará o que lhe convém.

Enojado pelos q criticam, amado pelos que se identificam,
faz valer seu valor sobre o pingo de suor,
se for pra ser grande e ser o melhor.
Lutando contra si no cotidiano mais insano, e depois os faladores se espantam...
Ih! Olha lá, e não é que ele conseguiu?!

Flutuando nos desejos o progresso se encaminha,
engatinha como muita vontade de prosseguir.
E aí que aparece o resultado com o "faz me rir".
Chegando ao pico da colina se olha para baixo e sorri dizendo...
Aquela pegada é minha!

Produção: Fevereiro de 2015


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Onde abelha come sal

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: www.seligalinks.com.br)

Cumpra seu dever, atinja sua meta,
dane-se os outros que só ficam na conversa.
Sofra com amor que os cortes se aprofundam.
Com sua fome aumentando, suas fraquezas relutam.

Quando o marimbondo pica, a abelha não resolve,
a pressão aumenta e a cabeça quase explode.
Digno de sofrimento caminhando contra o vento,
enquanto farpas cortantes virão para lhe afetar, por fora e por dentro.

Até a falha parece ser gratificante, ó guerreiro!
Frangos de várias granjas pagam pau no galinheiro.
Você se olha de frente para o espelho...
E vê que achar um como você, é igual a agulha no paleiro.

A mente é minha guia e o corpo minha arma,
não há glória maior do que seguir nessa batalha,
onde o peso te diz para parar: Chega, ta bom, você não consegue mais!
Aí que seu olhar ambicioso diz, cala a boca e se erga rapaz!

Quanto mais madeira, mais a queimar,
seu tanque pode estar cheio ou vazio mas sua alma, não existe!
Cada grão de arroz, proteínas e "carbos" do vosso pão de cada dia,
consagram e fazem jus à religião de puxar ferro
Nessa rua, calada, perigosa, escura e sombria cria-se um elo, 
agora, seu medo é o seu cão guia.

Pois é, Deus Arnold nos faz acreditar, Joe Weider quem dirá.
Pelo amor dos mais abençoados ferros, na real...
Você, para entrar no palanque dos Deuses,
tem! Mas tem, que aceitar sem ser boçal.
Porque aqui meu amigo, abelha come sal! 

Produção: Março de 2015


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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Como uma Ave de Rapina

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: wiki.softwarelivre.org)

Para chegar no topo da colina,
sofre até mesmo uma Ave de Rapina.
Sozinha, sem euforia a longitude é fascinante,
cada vez mais perto passa a ser gratificante.

No descanso, a guerra paúra, mas está ali!
Na sua mente ofuscada por um céu cheio de estrelas.
Um crepúsculo sombrio antecede uma noite fria de incertezas,
basta aquecer a ideia de subsistir, sem desistir.

Um olhar centrado aos longínquos picos cinzentos,
condiciona uma força mental e então, se deita à lona.
Propício aos erros e aficionado pelos acertos.
O sangue ferve no caldeirão mental das discórdias, sabendo da grandeza que o afronta.

Paralisado no paradigma do esforço, continua.
Silenciosamente por dentro a derrota sussurra,
fraco, fraco, fraco...
Abre um sorriso em respeito, mas determinado.

Agora, quando o sangue jorra como lágrimas,
soam ecos enfervecidos de palmas.
Como já foi parafraseado,
engatinhando a passos largos.

Suas asas parecem levantar voo com penas de titânio,
garras afiadas em busca de mais ganhos.
Rasantes de ficar impressionado,
não é uma ave qualquer, há de ficar admirado.

Seu grito resplandece ao seu redor.
Liberte-se do conforto e assimila o sofrer,
acredite, é necessário, basta você querer.
Voar sozinho sem se preocupar com o pior.

Sendo assim, uma estrela vai brilhar, mostrando quem está acima.
Só vai amar a escuridão caro irmão...
Quem reconhecer o brio do olhar penetrante de uma Ave de Rapina.

Produção: Março de 2015


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Poucos sabem viver

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: www.papodehomem.com.br)

Quando você acha que paro,
é aí que prossigo,
faço do sofrimento meu melhor amigo.
Crescendo e comendo até o talo.

Pode falar, pode olhar, porque no final...
O que me resta é treinar.
Meu objetivo, é continuar.
Minha selva de ferros num estado infernal, quem dirá animal

Fecho a cara e incorporo a minha personalidade.
Um dia chego lá não importa a idade.
Encouraçado nessa meta finalmente me alegro,
orgulhoso das conquistas e mais perto do que quero.

Mas ainda não acabou.
Porque o sol já está nascendo e outro dia começou
Amor é a palavra que defini esse esporte,
que vence o coração mais sofrido e mais forte.

Sigo assim, sem mensagem subliminar.
A guerra é constante ó mutante,
na prática direta o compromisso é gigante.
Porque com a dieta, treino e descanso não se pode errar.

Frango é palavra, coração é atitude e por favor não confundi.
Passam os melhores na hora da peneira,
aqui não é lugar para brincadeira.
Agora, tá ligado aquela sensação?
De poder entrar numa sala de musculação.

Produção: Fevereiro de 2015.

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Rotina Prazerosa

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Fonte indisponível no momento)

O diálogo parece ser normal,
diariamente o convívio é passageiro,
passam despercebidos os detalhes num geral.
O importante é o bem estar alheio.

Na calmaria da manhã sob a fumaça que sobe do café a mesa,
vozes introduzem o dia sem pressa e com uma certeza.
Ganhar sorrisos, gargalhadas, conselhos, olhares de conforto
Até mesmo os cílios se saúdam beijando uns aos outros.

Meras atitudes que são refletidas na mente.
Repensar e adorar os momentos com as pessoas que ao nosso lado estão presentes.
Uma luz transcende pelas cortinas da janela
A manhã esquenta com muita conversa.

Os sons dos passos soam pela casa,
humores alternados mas nunca sem graça.
Litígios de dias anteriores, porém, com ironia relembrados.
Chega o momento de recolher os pratos.

Cada um para seu canto
A casa se acalma com seus afazeres,
o diálogo é necessário, porém, sem encanto.
Perde-se a força de exercitar a fala e os prazeres

Ao encontro no almoço se reúnem nos palmares,
cada um soltando suas frases,
naturalmente as brincadeiras fluem num desses lares.
Assim como todos os dias famílias se reúnem em diferentes lares
Olha só! Um trecho de uma rima só.

A tarde os distancia por suas opções.
Aparelhos eletrônicos não aproximam ninguém.
Até para os filhos dão saudade os sermões.
À noite, cansados, o frio reaproxima e o contato esquenta os que da saudade são reféns.

Estudos, descanso, livros, TV, artifícios variados,
conversas alternadas em ânimo e rouquices involuntárias ao pé do ouvido.
Nem os aparelhos parecem funcionar quando o corpo e mente estão a se guardar pelos quartos
O "boa noite" finaliza o dia com um suspiro.

Um beijo, um abraço, um olhar caído,
virando o dia cansado e moído.
Às vezes não, porém, quase sempre
E assim, mais uma vez, um agradável dia surge de fora para dentro de repente.

Produção: Fevereiro de 2015

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