domingo, 27 de setembro de 2015

Num desses dias

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: abraaosousa.blogspot.com.br)

Uma leve ventania sobre seus cabelos,
esconde o pôr do sol.
Persiana de fios negros.
Fisgado pelo anzol.

Tonalidades de céu mudam.
Se encontra perplexo com tal beleza.
Forte simbiose em tê-la.
Na sua direção, os raios solares lhe pintam.

Dama das sombras,
ao som do silêncio pleno.
A tonalidade de avelã sobre as folhas às falanças,
num ambiente sereno.

Como Capitu de Dom Casmurro,
sem subjeção o sussurro.
Certeza de não haver incertezas.
Há o belo além da beleza.
Habilidade de amar com proeza.

As luzes de fiapos capilares,
compõem os lábios sobre uma pele de chocolate de belos olhares.

Quadros diariamente pincelados.
Seu colorido faz sorrir,
razão de estar ao seu lado.
E por fim, obrigado por existir.

Produção: Abril de 2015



quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Homem solitário

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: www.opprobriu.blogspot.com.br/2012/05/solitario.html)

Entre meados dos momentos sofríveis e felizes,
uma lacuna é preenchida por reflexões coesivas.
Previsões quiçá terríveis.
Entretanto, nunca evasivas.

Surge um medo.
Cria-se nesse instante um forte apego,
incerteza de prosseguir no páreo.
Há de ter força de vez em quando sabe,
um homem solitário.

Produção: Abril de 2015



sábado, 19 de setembro de 2015

Construa-se em lenda

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: www.youtube.com/user/SMLegendas2/videos)

Você e mais ninguém!
Quase como um Judas dos ferros.
Deixando para trás alguns números, aumentando os pesos.
Não há melhor sensação de receber um elogio de alguém.

O brilho no olhar sobre as ferramentas a lhe esculpir,
estimula afeições sofríveis, por fim, fazer sorrir.
Um tremor desafia sua mente.
Não desgrude suas garras de repente!

Tal contato primordial.
A luz no fim do túnel de seus olhos é fatal.
Julgue-se hábil de superar-se.
A lenda, o verdadeiro campeão, luta até exaurir-se.

Como uma sanguessuga desesperada,
entre no ginásio rebelde por dentro nessa incontrolável jornada.
Extrapole sua gana até sair por cada fio de cabelo.
Cuide muito bem de seu leão interno e ruja sem medo.

Suar sangue não faz mal,
vosso curativo é o tempo,
sondado pelo sofrimento.
Não se dê por satisfeito com os aplausos do público em geral.

Seus músculos, seu cimento.
Suas fibras, sua teia de ambição.
Sua mente, seu fomento.
Sempre intimar-se, sua paixão.

Sob as raízes da árvore despercebida...
Há uma casca podre prestes a cair nessa vida.
Renova-se a aparência e nunca seu espírito.
Isso é viver bodybuilding meu amigo!
Produção: Abril de 2015



terça-feira, 15 de setembro de 2015

Aparências destoantes

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)


Uma vez que deliberada a entrega,
espera-se uma recompensa.
Entretanto, sua luta é dividida em paredes.
Dado instante com fios de esperança.

Como receber um papel e caneta.
Razoável compreensão, porém...
De que importa o uso sem tinta? O mesmo que ler sendo cegueta.
Se implora em sua armadura ao te jogarem pelo armazém.

Poucos marcam nossas razões.
Corpo como ferramenta e boca expondo sentimentos.
Já agradeço o desejo de desviar as atenções.
Não lhe resta nada além de persistir dando prosseguimento.

Num jogo de cartas ninguém dá brecha.
Amizade, um mero coringa no buraco.
Uma hora, válvula de escape, outrora puro vazio, opaco.
Sina de um termômetro no vermelho, em uma situação perplexa.

Paralise no limbo de seus sonhos.
Saiba que o caminho mais glorificador te desafia sempre!
Cheio de cacos de vidro, armadilhas, picos a escalar, sangues a derramar sem caráter risonho.
Num confronto final, se fortifique no veneno da serpente.

Ouça sua voz interna.
Repense sua razão sucumbida.
Nunca se julgue uma pessoa subalterna,
porque um dia será o líder da matilha.

Produção: Março de 2015



sábado, 5 de setembro de 2015

Entre encontros

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: Pedro Paulo Marra)

Mesmo distante, seus passos sentenciam a forte aspiração amorosa,
romantismo declarado.
Indícios aromáticos amenizam olhares atravessados.
Nada como uma suave e afável prosa.

Afeição aliviada por um único sorriso.
Sobrancelhas confortam a todos, inclusive os amigos.
Nossos limbos unidos sem culpa,
outrora carícias faciais permeadas de ternura.

Saudades de uma morena aí,
de poder ao menos ver de longe seus lábios de avelã e pele de chocolate.
Somente atos de afago não resumem o forte laço.
O que realmente vale é o poder do contato.

Maciez de uma silhueta particular,
presença simultânea.
Compartilhados lábios em deleite ao luar.
Seguramente, a relação não é errônea.

Uma ponte com fortes pilares,
dão base aos passageiros a seus lares.
Mais aprazível pisar descalço e judiar risadas.
No final, o fôlego implora por um nirvana sem mágoas.

Ao se reparar um ao outro,
silenciosamente a telepatia esquenta,
metafísica elaborada sem pretexto, mas com uma solução de ouro,
fazer brilhar a íris de cada olho.

Às luzes refletidas no chão espelhado pela chuva.
Seja qual for a flor,
a essência não muda,
e permanece o amor.

Produção: Abril de 2015



quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Tempestade, um crepúsculo antecipado

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: estudioxis.com.br/portfolio/paisagem/ )

No âmbito de tonalidades variantes,
o psicológico treme incerto.
Uma atmosfera significante.
Todo sangue fica frio quando a batalha está cada vez mais perto.

Há de controlar seu ego valorizando o poder.
Sangue frio de ambição ou medo?
Relampeja o desafio que faz você ganhar ou perder,
esse é o segredo aparente num semblante incrédulo.

As luzes trilham os visíveis caminhos,
seja numa estrada ou no meio do mar.
Horizonte lúgubre de raios,
lhe importa combater e ignorar.

Nessa esfera negrume,
seu ego é questionado.
Suas sombras podem tombar para o seu lado.
Surpreender é necessário sem costume.

Cenário sombreado,
numa angústia, desesperado.
Formula-se um resguardo digno.
Mistura de uma fortaleza com temor em busca de um término.

Ao fundo, a desejada Alvorada.
Julgue ser capaz alcançar a meta,
haverá o momento de torná-la concreta.
Suando sangue rumo a glória instaurada.

As ondas se permeiam num espiral.
Nem o velho sábio certifica o sinal.
Vista sua capa porque o guarda chuva já está apedrejado.
Corra até rastejar suas unhas ao engatinhar no chão, mas não se dê por derrotado.

Metafísica tão pouco perto da perfeição.
Dinamize a linha focal,
ao instante de acertar o alvo mortal.
Por fim, afie a solidão fincando seu ferrão.

Produção: Março de 2015