quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Circunferência artística

(Pedro Paulo Marra)

 (Foto: www.redebomdia.com.br)

Diafragma abre e fecha.
O olhar se diferencia às arestas,
Seja amador ou profissional,
nuances de fotografar simples costumes ou um belo lual.

Praticidade posta à prova.
Sombras, tons de luzes e texturas.
Do alto de um prédio ou pelas ruas.
Destrezas de cenas que te alegram e apavoram.

Não há desculpa nessas horas.
O dono de ação é você.
Nunca desfoque os detalhes, de um catador de lixo ou de pombos alimentados por uma senhora.
Câmera, expõe seu caráter.
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Produção: 26 de Maio de 2015

domingo, 25 de outubro de 2015

Sofrer é viver

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: projecthulk2-0.blogspot.com.br/p/fotos.html)

Quando a hora de entrar no santuário chega, a vontade de puxar ferro aumenta.
A vascularização estagnada sem mais espaço para circular sangue demonstra a ambição.
1 norte, 1 meta, 1 objetivo, apenas 1 campeão.
Numa vontade sedenta.

Faça com que cada treino haja superação.
Derrame seu suor porque haverá mais um mar de pingos por vir.
Quando se pensa em parar não há melhor sermão.
Sofra, logo exista! No final, com certeza vai sorrir.

O tato nas pegadas mais firmes formatam as mãos.
Marcas da batalha sangrenta.
Aliás, o sangue é vermelho, cor do amor não!?
Amar é mais que uma virtude, aí que o ferro trai quem de paixão lamenta.

Ao sentir o veneno mais mortal não morra.
Por dentro surgi um leão imortal querendo se libertar.
Sua caça é diária. Então afie os dentes, não corra.
Limite não interessa para quem sabe amar.

Olhares atravessados não apagam o fogo no olhar.
Ficar em casa na chuva, feriados, sextas à noite, baladas e festas, pára para pensar...
Faço das suas champagnes meus halteres, sua cara inchada a minha suada.
E meu sono, nada mais do que sua ressaca.
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Produção: 21 de Maio de 2015

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Cheiro de casa

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Não há perfume de ninguém,
mesmo a suja poeira do sofá.
Sua fragrância é marcante desde o jardim à sala.
Sensação única de conforto que nenhum outro lugar tem.

Ao voltar de viagem,
se corre para a cama desesperado,
para se esfregar no lençol fresquinho quase gelado.
Um forte afeto, numa bonita tarde ensolarada após uma estiagem.

Faltava-lhe o som das gavetas, dos passos pelos corredores.
Portas se abrem e fecham, molhos de chave te alertam.
Gritar pelo outro que está na cozinha, ou a mãe mexendo nas flores...
Flexível rotina e aconchego que marcam.

O cheiro de casa, seu afeto.
Recordar seu lar, seu apreço.
Impregnado nas roupas o aroma de seu teto tão amado.
Isolamento do mundo por completo.
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Produção: 21 de Maio de 2015

sábado, 17 de outubro de 2015

Teimosa insistente

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: gecasadocaminhosv.blogspot.com.br/2012/02/esforco-pessoal-joanna-de-angelis.html)

A cada dia um balde de suor transborda,
um pingo de uma raivosa teimosia.
Escorrendo esforço até rua pela porta.
Balde vazio, transbordando novas agonias.

O que é o limite perto da desobediência?
Encucar a glória sem discernimento.
O caminho com cascalho e lama parece ter uma boa consequência.
Não são pepitas de ouro e sim, passar madrugadas em sofrimento.

Numa enxada ou num laboratório,
Dita sofrência notória.
Sempre brilhando uma platina simplória.
O que para si é sublime para os outros é irrisório.

Auge maior dar tudo de si,
guerreiro da própria luta.
O aprisionado persiste.
Simples recruta em sua diária labuta.

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Produção: 21 de Maio de 2015

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

O sorriso e o pingo d'água

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: lojareviva.com.br/blog/?author=2&paged=6)

Pingos transformados em dentes.
Vários sorrisos, várias pessoas sorridentes.
Numa água cristalina num instante o tempo pára.
Momento passageiro, na mente, uma cena intacta.

Reunir lembranças saudáveis às emoções,
purifica os olhos em flagrante.
Fenomenologia com mais sentimentos do que razões.
Como num nascer do sol abre-se em sorriso dominante.

Numa praça ao trabalho, correndo pela orla, num ofício corriqueiro.
Lícita expressão de uma sina, trabalhador brasileiro.
Desde o empresário ao pedreiro, compartilhar alegria é lei universal.
Colorido de raças, cidades e suas cores e luzes.
Detalhes perceptíveis a quem idealiza o emocional.

O brilho de um brinco, de um diamante ou do ouro.
Artificialidade desnecessária.
Seu sorriso, seu tesouro.
De todas as ações, a mais simplória.

Rugas ou pele envelhecida não retiram seu glamour.
De uma ponte a outra suas covinhas confirmam o óbvio, sem entrelinhas.
A peça da vida se abre como cortinas.
Pincele o ar ao sorrir seu maior louvor.

Máscara de nascença, nosso rosto.
Escultura de nascença, nosso corpo.
Dinamismo mental, nosso intelecto.
Túnel de nossas vivências, nosso sorriso brincando pelo vento.

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Produção: 18 de Maio de 2015

sábado, 10 de outubro de 2015

Qual a sua guerra?

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: bap63.wordpress.com)

Todos nós temos uma guerra.
A força da luz lhe exalta,
diante do confronto, o guerreiro não erra.
Suor a pingar, é o que lhe faz falta.

Importância de reerguer-se.
Subir no palco da vida prosseguindo ao som de trovões.
Ter tudo é nada, e ter nada é tudo nessa sina de sermões.
Não importa se seu sangue jorra enquanto a Terra estremece.

Momentos constantes de reflexão,
há de estar atento, nunca em vão.
O adversário incomoda sem ao menos chocar.
Bate na sua porta para te desafiar.

O caminho é tortuoso, cheio de desfiladeiros e de cascalhos.
Com um retrovisor por hora vazio.
Seu maior incômodo é estar abandonado,
estímulo variante, de um sarcástico riso.

Nesse âmbito não há time,
rounds infinitos.
Um dia a dia sublime.
E por favor, glorifique seus ímpetos.

No começo só uma coisa brilha.
Os postes da madrugada,
acordam com você iluminando sua jornada.
O que lhe importa é sentir-se imortal caminhando pela guerrilha.

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Produção: 14 de Maio de 2015

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Às luzes, um poeta na madrugada

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: www.nosrevista.com.br/2010/05/14/qual-a-diferenca-entre-um-poeta-e-um-artista)

Poeta, constante flutuação numa ambiência de fantasias.
Relatos, histórias e fatos em sintonia.
Na pureza de um poeta sentencia-se seu clamor.
Há de ser sentimental numa madrugada ou quando o sol se pôr.

Jogo de palavras interessante.
Ruídos esferográficos, passadas fortes e leves...
Dão ritmo e emoção num papel simples e importante.
Mente borbulhando ideias, mesmo com luzes acesas ou apagadas, se entregue.

Não basta ter paixão por escrever,
sem ao menos gostar de ler.
Se dar ao luxo de reconhecer erros.
A poesia é livre para quem a trata com zelo.

Cabelo a coçar, olhares evasivos por pensar.
Um só guia, mais de um lugar a se imaginar.
Flexível mentalidade de criar,
num contraste com o bobo que nada vê, nem sabe decifrar.

Não há finitude imposta,
a não ser que seu vocabulário seja uma joça.
Honestidade posta à prova.
Não se preocupe, só hemos de ter uma boa prosa.


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Produção: 13 de Maio de 2015

domingo, 4 de outubro de 2015

Oficial da vida

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: dosesdelucidez.blogspot.com.br/2014/07/a-queda.html)

Em busca do tesouro perdido,
à cabo das esperanças.
Não há rusga alguma por estar sozinho,
numa dessas escanteadas caminhadas.

Sobre as rochas centenárias,
um eco vira vozes perturbadas.
Perturbadas por uma só lábia.
Parece que tudo resultará numa glória enfadada.

Uma só patente, uma só virtude.
Oficial da sua caminhada, relute.
Congelado mentalmente nessa escuridão.
Amar a si mesmo, há de ter aptidão.

A metodologia é simples, de forma que...
Seus dias têm de ser especiais.
O minuto, o segundo, aproveite-os rapaz!
Sua gruta reflete seus profundos pensamentos, agora em diante se diagnostique.

Ser humano de bom coração,
esse é você querendo ou não.
Não jogue pelo ralo o suor de seus sofrimentos.
Seja um oficial da vida caminhando contra o vento.

Produção: 29 de Abril de 2015

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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Contra o vento

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: blogdotitiobetao.blogspot.com.br/2015_01_04_archive.html)

Vem poeira, vem chuva, vem areia.
Não existe desculpa,
nem tremedeira.
Existe só uma coisa, seguir na luta.

Nesse mundo obscuro os ferros são amigos.
Ultrapassar as expectativas,
esse é o momento mais lindo.
Só quem empedra a mente consolida as metas estabelecidas.

Não largue sua ambição por nada.
Vai perceber que o mundo e uma bola de gude perto da sua fome de vencer.
O maior legado desse esporte é uma simples e contínua escalada.

Após tentar, se exaurir, se vencer.
A fenomenologia cai sobre os que sangram na batalha.
Se tens o martelo de ferro, useo-o para você.
Foda-se a falha quando quem quer ser o nº 1 a vitória não tarda.

Não é só ter as costas largas, o peitoral de Super-Homem ou suplementar com tudo que se imaginar.
Bem mais que isso!
É estudar estratégias, métodos e sempre se superar.
Daí, brilham as luzes com o devido sacrifício.

Um dia, percalço dos maiorais.
Noutro, intermediário.
Depois, entre os tais.
Finalmente, se torna um eterno guerreiro lendário.

À altura de seus sonhos, seu esforço.
À altura de seu suor, seus riscos.
À altura de suas poses, seus aplausos.
À medida de sua ignorância com os ferros, sua humildade a amá-los.

Desfrute da vida.
Tire de cada respiro um significado para si.
Sua maior dádiva sentida,
é sangrar no esforço e sarcasticamente sorrir.

Produção: Abril de 2015


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