sábado, 28 de novembro de 2015

Poeta ou poetiza, apenas escreva!

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: kiram.wordpress.com/2010/01/25/aquel-poeta/)

Temos de explodir letras no nosso liquidificador psicodélico.
Popular mentalidade num mundo em certos momentos cético.
Naturalmente os encaixes gramaticais combinam-se com os literários.
E o intervalo de tempo é seu imaginário.

Lúcido, escreve arco-íris.
Dolorido, escreve ferimentos.
Bêbado, escreve seus mais sofríveis sentimentos.
Sério, na madrugada, escreve por amor, mesmo com o cansaço de sua íris.

Poeta dorme?
Digo que não! Poeta desenvolve seus sentimentos.
Poeta come?
Digo que não! Poeta se alimenta de uma sopa literária.
Agora de uma coisa todos sabemos...
O poeta é um mero escrivão de seu labor diário.


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Produção: 5 de Agosto de 2015

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Pelos galhos secos da Dama da Madrugada

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Uma dama perambula pelo luau,
o gato, lá nos galhos, mia sem ser visto.
Miau, Dona Madrugada, miau!
O ar gelado dessa ambiência negrume é no que insisto.

São os lapsos de memória que trafegam pela sua mente.
Porém, de repente!
O gato vem de novo miando do seu lado,
medo ou espanto? Prefiro só não ficar desesperado.

Seja com o gato ou com os galhos,
só uma árvore, vários receios.
Sou da noite, sou do medo, sou dos atalhos do meu desespero.
"ReSEIOS" de um estupro, ó Dama da Madrugada... Onde corvos aterrorizam a solidão de gorjeios.

Suas sombras migram, mas não saem de sua escuridão.
Claro mas não muito escuro, logo apuro...
Não só Dama da Madrugada, entretanto, virgem. Caro leitor, perdão!
Reflita essa prosa poética na solidão de seu passado, presente, quiçá futuro.
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Produção: 28 de Julho de 2015

domingo, 22 de novembro de 2015

Sintonia interligada

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: expressoinconsciente.wordpress.com/page/25/)

Num parque, numa praça, eu e ela.
Num escritório, pela orla, eu e ela.
Admiram os anjos de querubim,
impossível não sentir uma queda.

Notas musicais aos montes,
assobiamos sem nos importarmos,
até saber que nos amamos.
Pingando sorrisos das mais variadas fontes.

Não basta estar de mãos dadas,
é necessário enraizar nossas energias.
Milhares de escolhas perfiladas.
Entre eu e ela, algo aparecia.

Ser domado ou levar-se pelo olhar,
"diamantizar" os brilhos do mar,
ao olhar para seu horizonte por aquela orla.
Você e ela, ou tudo jogado fora.

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Produção: 26 de Julho de 2015

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Amena ventania de outono

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Época em que carros, bicicletas e pessoas embelezam as ruas alaranjadas, 
como baralhos pelo ar.
Outono, folhas únicas.
Chega dá vontade voltar a brincar.

Dormir, vira hibernar.
Se vestir, vira se agasalhar.
Na levada de um leve jazz,
tal época em revés.

Um frio familiar e aconchegante.
Tarde de sobrar fôlego.
Raios solares predominantes,
um afago compartilhar o desapego financeiro.

Ao assobio de sombras voadoras,
o sol se deita nos lençóis do horizonte.
Referida folhagem por hora não flutuante.
Beleza de leves redemoinhos sobre paisagens longe de serem amadoras.

Para fechar essa prosa poética, um dito escrito por mim quando criança e que meu pai guarda até hoje:

"As folhas de Outono varridas pelo vento, levam os momentos deixando uma saudade do tamanho do amor que nos consome"

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Produção: 16 de Julho de 2015



sábado, 14 de novembro de 2015

Escuridão estrelada de dúvidas

(Pedro Paulo Marra)
(Foto: Reprodução)

Sob galáxias intermináveis, estudos variados.
A mente do ser humano, borbulhando meteoritos julga-se necessária.
Popular estereótipo de seres esverdeados, com suas antenas e dedos.
Desde Iuri Gagarin e Neil Armstrong...
Nosssa missão, inspecionar o anonimato, decisão pouco arbitrária.

Curiosos somos todos ao sempre ver esses pontos luminosos no céu.
Falava-se em corrida espacial.
Entre descobertas de um paradoxo ambiente, nesses questionários, viramos réus.
Entretanto, Terra, és do espaço sideral.

Diagnosticar o que há ao redor não é problema.
Vosso couro cabeludo desdenha seu sofrer.
Coçar dúvidas pertinentes ou não, que dilema.
Da troposfera e exosfera, o vácuo, estrelas ao nosso ver.

Espaço interplanetário, interestelar e intergalático.
Auroras boreais nos parecem bonitas, ao pensar que lá longe é quase opaco, tampouco vazio.
São particulas subatômicas a velocidade da luz vagam sem movimento pragmático.
Ondas gravitacionais, radiações de todo tipo, ultravioleta, raios Gama...
Adentrar nesse sistema, um desafio.

Tratados internacionais personificam a barreira de informações.
Os foguetes, balões e espaçonaves estão à postos.
Temer radiações num infinito vácuo é de se levar dúvidas aos periódicos.
De uma coisa sabemos...
A gravidade do problema é saber o perigo das contestações.
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Produção: 10 de Julho de 2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Teclando sem fundamento

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Sopa de letrinhas com sabor padronizado.
Explosivo impacto tecnológico,
ainda há jornalismo nos nossos periódicos?
Num lead o que importa é o polêmico resultado.

A tal da informação mudou de rumo.
Entre resquícios de compartilhamentos digitais.
Advindos de importantes capitais.
Jornalistas, procuram-se os raros com rotina em resumo...
Jornalismo soberano.

Auxílio sim, porém, não intelectual.
Pauta pertinente na socio-locução.
Diria o caro leigo: "Mas que problemão!".
Nessa sopa temos de nos alimentar da produção textual.

Colocar nosso tempero,
instigar o povo brasileiro.
Repercutir ao mínimo num período semanal.
Chamar a atenção pelo contato pessoal.

Cibernética dialoga no impessoal.
Nos divertimos numa bolha grupal.
Talvez seja por isso que os cumprimentos estão opacos.
Pessoas satisfeitas aos lados.

Repare numa praça.
A análise do impresso perde para a simplicidade do digital.
Utilidade pura opcional.
E para você, qual é a graça?

O que são pontos e vírgulas?
Parágrafos e travessões?
Julgados periódicos em tempos de abertas feridas.
Não podemos esconder as econômicas ilusões.

Na auto-autorização vamos nos recuperando.
Seja nos acréscimos ou não.
É necessário curar-nos da lesão.
Quando menos nos tocarmos estaremos novamente ganhando.

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Produção: Data imprecisa


domingo, 8 de novembro de 2015

Escanteado como inseto

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: www.queridoslivros.blogspot.com.br)

Numa escuridão sempre presente.
Estando reunido de dia ou de noite.
Insignificância de um homem que fora importante,
desprezado num psicológico açoite.

Compreensão não há, nem sequer amigos.
em prol do bem familiar.
Responsabilidade em pleno risco,
com maçãs a te julgar.

Pelas sombras anda sozinho.
Várias pernas sem função. Por quê existir?
Sem labuta não há caminho a seguir.
Em busca de contato, quem sabe carinho.
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Produção: 2 de Junho de 2015.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Apego maquinário

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: www.travessa.com.br)

Interessante relação homem e máquina.
Detalhes que não passam despercebidos.
Conta-se à todos suas funções, até mesmo na prática.
Prosa envolvente e torturante, sofrem os ouvidos.

Um poderio latente se forma.
Anterior porta-voz como referência.
Convidados à atos macabros, haja consciência.
Preceitos antigos, a mais cabida norma.

Discussão minuciosa, entre patentes,
num ambiente desértico, a punição é longa.
Jurisdição em xeque, entretanto, afeta gente como a gente.
Kafka, reflete e afronta.

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Produção: 2 de Junho de 2015