quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Meu Porto Seguro

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: autoral)

Minha maré se enche de vontade,
de entrar no mar aberto,
e nadar pela cidade.

Produção: 21 de dezembro de 2016.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Poezia coreta

(Pedro Paulo Marra)

(Foto:divulgação)

Dizem que errar é humano.
Sendo assim...
Vol erar rymando.

Produção: 17 de dezembro de 2016.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Rodô meu caminho

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Já andei muito por essa Brasília.
E ao chegar no plano,
eu não me engano, seu dotô!
Quando caminho noite e dia,
nas curvas planejadas dessa rodô.

Produção: 12 de dezembro de 2016.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Futebol

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Fiz o possível para definir esse esporte.
Ufa!
Terminei, mas com muita sorte.
Entoo com o peito estufado.
"Boa pessoa é aquela que...
Olha uma bola e já quer jogar uma pelada.

Lama, barro, grama, areia, salão ou asfalto.
O que importa é a festa na arquibancada.

Produção: 9 de agosto de 2016.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Céu olhar infinito

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Pelo raiar do sol, junto da brancura da lua, 
vou andando pela nuvens,
que viram meus degraus.
Me fazem rimar, galgando os versos num alto astral.

Todos ficaram pasmem quando anoiteceu.
O brilho do ar mostrou...
Uma perspectiva de imensidão no olhar do céu.

Produção: 24 de dezembro de 2016.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Nostalgia fraterna

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Pisadas as folhas,
ao fundo, carvalhos são o recorte da sombridão.
O verde oliva da flora com sua imensidão,
e o céu azul como o atlântico.
Paisagem rotineira vivida por Eli, colhedora de amoras.

Perdera os pais por tuberculose.
E a cada tosse, nuvens se formam.
A madrugada é o ponto G de sua overdose, de saudade.
Se chora, lá de cima, também choram.

Logo, molham a flora.
Ou melhor, regam a flor.
Chamada Eli, que germina uma única coisa.
Que se chama, amor.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Orgulho eterno

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

De Chapecó para o mundo.
Desde a trava da chuteira jogaram a vida,
mas não perderam essa partida.

Os deuses do futebol estavam cientes.
Eles seriam campeões para sempre.


Produção: 29 de novembro de 2016.

sábado, 26 de novembro de 2016

Sem saber

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

Saudade dela.
A pessoa amada.
Que eu sempre espionei e admirava da janela.

Bobo eu era,
porque ela também me amava.
A matéria-prima do amor,
era minha namorada.

Produção: 16 de novembro de 2016.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Nossa poeira

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

- Ei, Jorge, chega aí!
- Chama a Carmem.
- Tamo indo!

O barro é o palco.
Jogaram descalço.
Pra sentir.
O que faz sorrir.

Vão pra lá.
Pra cá.
E também acolá.
A meta é uma só.
E não precisa ter 7,32m de largura ou estar com rede.
Só precisam ter sede, de bola.
Dois chinelos, duas pedras.
O apito é a voz, de cada pequeno boleiro.
Brincam de sonhar em serem astros pelo mundo inteiro.

Sacola dentro de sacola.
Papel amassado ou latinha.
A poeira sobe enquanto você  imagina...
Corpos felizes sem fazer magia.

Produção: 14 de novembro de 2016.

sábado, 19 de novembro de 2016

"Amorejado"

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

A nossa rima.
Está jogada no ar.
Perfumarás tudo que encontrar.
Flor de prosa, com ética vai rimando toda pomposa.

Você é tudo.
Mas também não precisa ser isso tudo.
1/4 do seu S2 é o que vale.
Porque o resto a gente constrói a dois.

Produção: 13 de novembro de 2016.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Pelas nuvens

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Sonhei.
Sonhei.
Sonhei.

Não queria acordar.
A lua era meu abajur.
E as nuvens, o papel.
Onde toda noite eu ia lá, só pra compor.

Viraram meus rascunhos no céu.
Onde o sol irradia minha poesia, e a chuva se emociona com a minha rima.
Trazendo ao mundo mais alegria.

Produção: 13 de novembro de 2016.

sábado, 12 de novembro de 2016

Meu tato

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Como criança.
Pisei no chão.
E me passou despercebido.
Que andar descalço é tão bom,
que eu até fiz o asfalto ficar colorido.

Produção: 12 de novembro de 2016.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O poeta jornalista

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: Steve Petrucelli)

Hoje, eu cheguei cansado.
Meus cílios já estavam cabisbaixos.
Andei devagar.
Soltei a maleta na cadeira e me joguei no sofá.
Passei os dedos sinuosamente pelos cômodos até chegar ao quarto.

Hoje eu arranquei meus sapatos,
com um esforço ofegante.
Vi da janela, parquinhos dançantes.
Pernas infantis correndo e rindo pelos lados.

Hoje foi um dia em tanto.
O eco das papeladas e burburinhos.
Da rua e seus afazeres diários, me fizeram ser um pássaro no ninho.
Anotei, conversei e anotei.

E então, a porta bateu sem compromissos.
O sino da igreja pra mim foi omisso.
Fiquei mudo e quase surdo.
Lembra-se do sofá?
Pois é.
Por lá fiquei.

No dia seguinte.
Pediram bis.
Nem isso eu quis.
Só queria o café da redação e uma boa história para o jornal.
Porque essa que você lê, já fiz e refiz.
E ainda não está genial.

Produção: 4 de novembro de 2016.

domingo, 6 de novembro de 2016

No caminho tinha uma poesia

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

No caminho tinha uma pedra.
Fiz dela poesia.
Jogando-a no lago, a fazendo pular na superfície.
Fiz isso por uma semana, todo santo dia.

E o que ela queria que eu descobrisse?
Rimar como ela junto do lago.
Mas sem pular uma rima.

Produção: 4 de novembro de 2016.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Lagoa de garoa

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

O parque.
A garota.
O garoto.
As folhas.
A primavera.
O lago.
A melodia dos pássaros.
Vagarosamente vão dando os passos.

O parque ganhou um tom sublime.
Repetidos encontros.
Onde já deram muito pão aos pombos.
E quem se redime?
Desse belo ar de Outubro.

Agora...
A mulher.
O homem.
Possuem um aroma.
Advindo desse bioma.

Na sombra do guarda chuva,
são eles, andarilhos da garoa.
TOC TOC TOC no chão.
Sapateiam no molhado o frescor da lagoa,
onde para sempre andarão.

Produção: 30 de outubro de 2016.

domingo, 30 de outubro de 2016

Poerótico

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Olá, meu nome é Poesia.
E não costumo fazer rapidinhas.
Sou a escrita que te arrepia.
Que goza o prazer da rima.
Sussurra na sua nuca, da palavra mais simples à mais absurda.

Seu olhar me deixa sedenta,
a não parar de rimar, rápido ou até em câmera lenta.
E abuse de mim quando eu dominar seus sentimentos.
Porque meu amor é 0800.

Produção: 27 de outubro de 2016. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Hábito poético

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: reprodução)

Azar da pessoa que não gosta de ler.
Pois, a poesia transforma.
Te estagna no tempo para degustar palavras.
Rimar com você de graça.
Oferecer sorrisos, te confortar.
A leitura te pega e a poesia te ampara.

Viu?
Virastes leitor.

Produção: 21 de outubro de 2016.

domingo, 23 de outubro de 2016

Meus galhos

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Reprodução)

Galhos, meus galhos.
"Sombrificam" meus passos.
Dão o tom musical da minha noite, crepúsculo e amanhecer.
Se cruzam, mas não se quebram.
Pois, são meus galhos.
Que se enroscam por puro prazer.

O som, não há como escrever.
Apenas descrever,
essa melodia diária do meu viver.

Galhos, eles são a música de fundo.
Essa mesma leitor.
Lida por um pensamento profundo.
Oriunda dos meus galhos, permeados por todo o mundo.

Produção: 21 de outubro de 2016.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Versos sonoros

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

- Onde estou?
- Que vozes são essas?
- E esse rabisco? Vem de onde?
- Parece uma casa de festas.

(tum, tum tum)
- O que foi isso?
São os dedos pensativos, Maria!
- Dedos? Mas que ded..."AHÁ!".
- Agora eu ouvi uma voz.

É dela.
- Ela quem?
Ela que faz seu olhar caminhar pelas palavras.
Que faz parte de uma arte literária.
Essa é a mente dela.

- De queeeem?
Da poetisa.
- E o poeta?
Vem depois.
- Por que?

Porque ela é a luz da inspiração.
Lá no fim do túnel o poeta só aguarda.
Pois ele, dá um fim à inspiração,
e ela, dá luz à razão...
de se fazer poesia.

Produção: 14 de outubro de 2016.

domingo, 16 de outubro de 2016

Com proeza

(Pedro Paulo Marra)



(Foto: Divulgação)

A poesia te ganha.
Não sei se é no começo, meio ou no final.
O pouco é muito quando a rima sai bem natural.

Faço pelo belo objetivo, 
e nunca pela beleza de enrolar versos contigo.
Pois esses, qualquer leitor de jornal amassa e vira lixo.

Produção: 14 de outubro de 2016.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Essência essencial

(Pedro Paulo Marra)

Resultado de imagem para essência da vida

(Foto: divulgação)


Minha essência.
Sua essência.
Nossa essência.
A poesia ganha espaço.
A poesia fala e diz o que pensa.
Na ponta do laço, ela é a mais importante remanescência.

Se liga quando eu falo.
Porque a inspiração bateu.
E to escrevendo.
Pra ela ir embora é num estalo.

Agora entendeu?
A pureza do momento,
que é só seu.
Não precisa ter só emoção e razão.
Faça da sua essência, essencial.

E bom divertimento.


Produção: 27 de setembro de 2016.

domingo, 9 de outubro de 2016

O caminhar

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Ela vem devagar.
Cruzando os passos lentos.
Caindo a vestimenta, fico sedento,
por te adorar.

Ela vem devagar.
Ganhando espaço na minha alma.
Toca-se a harpa ao luar,
enquanto meu coração dispara.

Ela vem devagar.
Rimando comigo pelo olhar.
Dançando com as sobrancelhas.
Me fazendo sentir o amor.

Ela...
É o que há!

Produção: 27 de setembro de 2016.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Papo de amor

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Tudo se resolve.
Pois, quando tem amor no meio,
nada se dissolve.

Produção: 15 de Setembro de 2016.

sábado, 1 de outubro de 2016

Poetisa urbana

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)


Na mão, seu nome.
Se sentindo num show acústico,
debaixo do chuveiro até quando sai à rua,
Rosa versou pelo ar seu som lúdico.
Cantava ela, nua e crua.

Sua silhueta ganhou o sol como espelho.
Sombreou as folhas com seu cabelo.
Tocou as notas do violão com zelo.
Enquanto escrevia uma carta colando o selo.

Ela nunca foi de presentear-se.
Distribuía amor para quem passasse.
É aí em que as cartas ganham a cena.
Andando na rua, distribuía poesia.
Esse é o esquema.

Pediam mais declamações da varanda.
Pediam bis.
E ela toda branda,
compunha de matriz em matriz.

E o que tinha no selo?
"Poetisa urbana", escrito com seu cabelo.

Produção: 26 de setembro de 2016.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

No seu nirvana

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

As palavras estão jogadas no rio.
Pinceladas elas são.
Formando-se a rima então.
Ao leitor fervoroso, causou até arrepio.

Jogar-se nessa imensidão imaginária,
onde a poesia é pura lábia,
e conversa com a alma sábia...

Que se diz literária.

Produção: 22 de setembro de 2016.

sábado, 24 de setembro de 2016

Carrocéu

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

De pisada em pisada.
O menino de boina não só anda pela escada.
Advinda dos céus, perto de sua casa.
Caio repara o campo num tom de despedida.

Socialmente, ele sobe devagar...
Vivendo seu próprio conto infantil,
que para ele, sempre existiu.
Nos detalhes rasantes pelo ar.
No vento perfumado que invade até a sala de estar.

Pois bem...
Encontrará a infinitude,
de ser criança e brincar.
Desde os clássicos jogos às mais novas manias.
Sorrindo com muita saúde.

Caio se tocou,
só quando acordou no céu.
Sem precisar morrer, ele apenas sonhou.
Um novo pequeno príncipe?
Longe desse papel.

O menino de boina deixou sua casa mais feliz do que triste.
Porque iria morar no seu novo quarto.
O Carrocéu.

Produção: 19 de setembro de 2016.


terça-feira, 20 de setembro de 2016

HORI pela HIDEOlogia romântica

(Pedro Paulo Marra)

 
(Foto: Divulgação)

Naquele campo oriental, tinindo.
Entre a madrugada e o amanhecer.
Ela sai.
Todo domingo.
E é questão de segundos o som do pingo,
que desaba de seu rosto e apenas cai.

Hori é mais do que um vestido ventando.
Os galhos delgados, desnutridos de amor, 
vão mostrando...
que ela sente falta de um calor.
Esse do campo.

E já fez parte de uma dupla.
Ou melhor, um casal sem culpa.
Mas que amou com proeza.
AIDSisso eu tenho certeza,
que no enterro de seu amado Hideo, perto de um carvalho seco.
Eu, tu, ela, ele, nós, vós, elas e eles.
Qualquer um ficaria de joelhos.

Mas se para alguns, a religião não basta.
Caminhe como Hori.
Pois, o túmulo embaixo da árvore é o que rega.

Quanto às flores,
não são só provas de amor, são pétalas de outono.
Que seja por onde for, Hori não se preocupará,
Porque Hideo é o dono.

Produção: 10 de setembro de 2016.


sábado, 17 de setembro de 2016

Aflição noturna

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

No silêncio da pista.
Esperando igual lixeira o ônibus passar,
é a única saída.
Pior é pra quem tem que cuidar de toda uma família.

Sim, cai o rosto morgado.
Acuado e com medo.
1:20 e se foi o último ônibus a passar.
Pura angústia, 
de conseguir o habeas corpus pra se livrar desse radar,
que norteia o destino da minha rima.

Assim como, capta os passos, de parada em parada.
Essa é a sina.

Produção: 4 de Setembro de 2016.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Pra minha mina

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: Pedro Paulo Marra)

Os sonhos?
Vou batalhar pra ganhar um por um.

Posso querer várias coisas toda hora.
Quem diga o mundo todo.
Mas você, haha.
Com certeza é a cereja do meu bolo.

Produção: 4 de Setembro de 2016.

sábado, 10 de setembro de 2016

Compositores

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: Divulgação)

Cada um no seu ninho,
produz muito bem quando está calado e sozinho.
E se bater a inspiração, compõe até um pergaminho.
Então, não deixe ela sair de fininho.

Pois quem se inspira,
quem bota a alma numa linha,
quem deixa o amor em rubricas,
não é a mesma pessoa que escreve uma cartinha.
E sim, aquela que faz arte usando uma latinha.

Produção: 4 de setembro de 2016.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Página virada

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Por meio de mensagem, o mandaram o feedback.
Era a quantia que faltava no seu último contracheque.
Voou-se a chance do sucesso.
Agora, para deus ele pede.
Que não seja grande seu recesso.

Lúcio teclava por madrugadas uma matéria especial.
'Batia perna' até onde pôde.
Conversou com as mais variadas fontes, quem lhe dera fosse...
O grande dono do jornal.

Disseram o motivo,
corte de gastos.
Longe de ser o ideal.
As palavras se embaralharam pelo ar, num tom paradoxal.
Sobem as folhas assim como caem as pautas.
Quebram-se igual pratos, e o barulho é infernal.
Ecoando o barulho dos passos do sapato desgastado, alucinação anormal.

Lúcio, a vida não é só um caos, disse uma colega.
Virou a página do livro que lia.
E uma surpresa lhe aparecia.
Pregaram nele uma peça.
"Aviso: Parabéns Lúcio, feliz aniversário".
Sua apuração rendeu simplesmente a capa do jornal.

Produção: 2 de Setembro de 2016.


domingo, 4 de setembro de 2016

Céu de nuvens

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Rondando as curvas da cidade, até que jovem.
Olho para cima, e vejo o movimento das nuvens.
Lentamente elas se saúdam.
Nadando no azul ciano do céu, de lugar elas mudam.

No fundo desse mar urbano de algas,
sopros acariciam folhas.
Veículos criam bolhas.
E o melhor, você não está em qualquer lugar.

Apenas passeia por Brasília.
Com detalhes cômicos e sublimes.
Igual a Fenda do Biquíni.

Produção: 31 de Agosto de 2016.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Última luz

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Jon Jacobsen)

Irradiado.
No meio do caos.
Terremoto de imensuráveis graus.
Quem foge é , o coitado.

Que já segurou firme na cortina, a rasgando.
No túnel criado pela destruição,
surge a mão,
que não vem só para ajudar.
Mas para levar...
A vontade de viver.

E não há um porque.
Nos pés descalços que corriam e brincavam na sala.
Impactou o barulho, caindo até a TV.
O suspiro surpreso com mão esticada, parecia ser,
mas era mesmo!

O divino cuidando do ser.
Imagine esse resgate, fechando os olhos.
Terá de ver no escuro pra crer.
Transpirando a escrita que existe dentro de você.

Produção: 28 de Agosto de 2016.

sábado, 27 de agosto de 2016

Despejo

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: Divulgação)

Acordou na sina.
Foi para a pia,
molhou o rosto.
Escovou os dentes com gosto.
Pegou um papel.
Arrancou a folha do caderno numa raiva cruel.

Teceu a escrita.
Fez arte no branco.
Respirou fundo e caiu aos prantos.
Pois fez dos sentimentos, poesia.

Produção: 21 de Agosto de 2016.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Só vale amar


(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

O amor.
O amor.
Por favor, 
faça mais amor.
O amor está aí para ser usado.
Ganhar destaque, mesmo vindo do anonimato.

O amor é a parte mais bonita do ato...
De ser.
De querer.
De poder viver.
De aromatizar o ar.
E de namorar a vida.
Tão querida por quem dorme e acorda na pilha,
de amar.

Produção: 13 de Agosto de 2016.

domingo, 21 de agosto de 2016

Benção poética

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Obrigado senhor.
Por esse modo de ser,
de fazer e falar.
Obrigado mesmo, por ser poeta.
E dizer o pensar.

Produção: 11 de Agosto de 2016.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

7 pecados poéticos

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Disseram luxúria.
Ostentei alegria pura.
Disseram gula.
Comi com fartura.
Disseram avareza.
Escrevi com riqueza.

Disseram ira.
Mencionei a guitarra de Edgar Scandurra, quem não pira?
Disseram inveja.
E os invejosos, também chamei para as festas.
Disseram preguiça.
Joguei o desleixo pros urubus, igual carniça.

Agora, vim alegar de vaidade?
Faço mesmo poesia, por orgulho...
Pois essa é a melhor parte.

Produção: 10 de Agosto de 2016.

sábado, 13 de agosto de 2016

Marfabeto

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

No fundo do mar, consoantes, pontos, vírgulas e vogais...
Princípios de frases e orações ao som de gaivotas.
Batem as asas assim como batem as caldas.
A cada chuva, um novo alfabeto jorra,
e Gerúndio rema agudo no underline do Marfabeto.
Folheia a água literária, borbulhando os advérbios.

Se está com fome soletra c-o-m-i-d-a.
Com sede, á-g-u-a.
Mal de saúde, r-e-m-é-d-i-o.
Pode tudo, pois é o próprio dicionário.
Cuidador desse mar, produtor de provérbios.

Autor de um livro por dia.
Conta a maré com sua sinfonia.
Gerúndio Advérbio Consoante da Sílaba.
Dono das letras, e claro...
Da poesia.

Produção: 8 de Agosto de 2016.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Dama isolada

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Felícia.
Mata.
Felícia.
Mata.
Na mata ela está isolada.
Espalhando a pisada nas folhas.
Caça a mágoa.
Enquanto, a cada "crac" da folhagem cai uma gota de choro.
E vai sussurrando: "Imploro, imploro, socorro!".

Moça assustada.
Toda desajeitada.
Bruxaria impregnada,
quer ganhar vida.
Mas não lhe resta nada,
somente andar pela mata.

Num suor frio,
busca a saída.
Quer ser querida.
Não pela mata,
e sim, por sua namorada.
Presa noutra ilha.

Se olham pelos sonhos.
Se amam pelos pesadelos.
Dormem pelos cantos.
Tentando estreitar o zelo.

Cada uma numa ponta.
Com a mão no queixo.
Chorando folhas,
de desejo.

Infelizmente, vem só da mente.
A vontade.
O anseio.
O beijo,
até meio poético.
Porém, bem mais cético,
é o amor.
Que nesse caso, representa dor.

Produção: 8 de Agosto de 2016.

sábado, 6 de agosto de 2016

Casal urbano

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Minha carne na tua.
Minha pele na tua.
Com os corpos deitados na rua.
Entoando nossa poesia, nua e crua.

O material vira banal.
Nossa construção tem um só alicerce.
E vê se não esquece!
Nosso amor não está apenas no cerne,
ele vai até o final.

Ele é mais importante que uma capa de jornal.
Ele transcende o caos.
Mas não há nada de mal.
Sentirmos o vento.
E é nesse momento,
que elevamos o grau.
Fazendo da rua nosso sarau.

Produção: 1º de Agosto de 2016.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Interface poética

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Produção)

Espelho, espelho meu.
Existe poesia mais bonita que a minha?

Espelho, espelho meu.
Existe rima mais rimada que a minha?

Espelho, espelho meu.
Existe história mais bem contada que a minha?

Espelho, espelho meu.
Existe mesmo alguém melhor nos versos do que eu?

Espelho, espelho meu.
Existe outro eu?

Espelho, espelho meu.
Existe outro modo de ser poético, que escreve o bonito e o correto?

Espelho, espelho meu.
Na poesia, outra alma de Drummond por aí apareceu?

Espelho, espelho meu.
Na vida, esse ser melhor sou eu?

Só sei que a poesia de nada sabe, muito menos eu.
E ela não é melhor do que ninguém.
Apenas simplifica a vida sem precisar de amém.
Pois na religião, os poetas são deuses...
Dos versos.

sábado, 30 de julho de 2016

"Certão"

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Seu Chico, seu Chico.
Meu grande amigo do sertão.
Da bota bunita e com toda essa solidão.
Por quê tanto assovias?
Deitado nessa terra batida,
onde perambulam vidas.

"Meu capim é de querubim.
Minha lua sopra estrelas.
E meu povo, meio metido a besta,
é o que guardo pra mim".

Ta certo, ta certo.
Mas e essa vegetação?
Não parece ser de sertão!?

"Não mesmo companheiro!".

É de onde então?

"É de onde sai a poeira,
que serve de inspiração,
pra minha poesia faceira.
Aquela que mora na minha cidade com muita paixão.
E lhe digo o nome dela!".

Pois diga!

"Ela vem e faz rima e faz prosa,
além de ser milagrosa,
define minha vontade em escrever com amor e paixão.
O nome dela é Poemão.
Cuja rima deixo grafada no seu coração".

Produção: 28 de Julho de 2016.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Joana D'arte de brincar

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Voa, voa Joana.
Voa, voa Joana.
Seja mesma quem tu és, menina.
Respire o sonho que te carrega.
Aos 15 anos, sorrindo mais do que numa festa.
Se diverte, sem pressa.

No ritmo das asas.
De andorinhas vindas da praça, cheias de graça.
Com salto alto no corpo, outro mais alto ainda na alma.
O frio do entardecer é motivo de calma.

Sob assovios longínquos, embeleza a fauna.
Sob o eflúvio da flora.
Joga bolinha de gude com as estrelas.
Ela brinca, pois adora ser marionete.
Em seu quarto chamado céu se diverte.
Essa tal de Joana que dança pelas quinas.

Produção: 21 de Julho de 2016.

sábado, 23 de julho de 2016

Amor mensageiro

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Vibra!
Vibra!
Meu peito, vibra.
Do nada.
Quando você diz tum tum...
Ele dispara.

Melhor te responder logo.
Sem te deixar no vácuo.
A visualização do meu sossego é ganhar um emoticonamor e apreço.

Eae?
Digitalizou o meu amor?
Ou só ficou na carinha de sorriso?

Produção: 21 de Julho de 2016.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Carta de poemor

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

E essa carta?
Joga!
Joga no ar.
Que eu pego.
Lá no alto, sem pensar.
Mas joga mesmo, pra eu te mostrar.

Mostrar de fato.
Sem dar voltas.
Te ganhar, não só no beijo.
Mas te proporcionar melodia por cordas.
Cordas vocais não!
E sim, aquelas que escrevo na sua imaginação.

Produção: 15 de Julho de 2016.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Amor de Fevereiro

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Você voltou.
Com o mesmo suspiro e voz rouca ao falar.
Num jeito tropicália MPBista.
Você pisca.
Naquela velha maneira de me olhar.
Ouvindo Marvin de um tal de Titãs, você viveu...
E pra mim, olhou.

Comendo bolo caseiro e rindo de nada.
Caiu na minha graça.
E sorriu também de graça.
Mas, por quê você voltou?
No momento em que a porta bateu, e a saudade chorou.

Você voltou.
Também cantando uma bossa não tão nova assim.
Jogando beijos perfumados.
Cheio de detalhes no rosto, logo, vinha aquele cheiro da cozinha...
Sabe, do seu chá de alecrim.

Você voltou mesmo.
Voltou para expor sua aura.
Ganhar mais vida.
Claro!
Ao meu lado.
Do jeito certo, tudo com muita calma.

Por isso que eu digo.
Nosso amor não é passageiro.
Ele vai e volta, igual Fevereiro.
Numa batida quase violenta.
Mas...
Nosso amor é em câmera lenta.

Produção: 14 de Julho de 2016.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Sopro fauna, sopro flora

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Disponível)

Voa natureza.
Voa natureza.
Mas que beleza,
ter você por perto.

Soprar seu aroma,
pelo meu corpo folheado.
Estrelar minhas noites, floridas com muito bioma.
Ora sabiá, que gosta de assobiar.
É 'pêlo' quem te escreve, a natureza.
Que guia a destreza de sua nobreza.

Sou a mata.
Que não mata.
Sou o mar.
Que não acaba.
Sou o céu.
Longe de ser o réu,
de meus desastres.

Sou eu mesma.
Que plano no ar.
Colho os frutos da terra.
De humanos.
Que me desmatam.
Sem fazer planos.

Produção: 11 de Julho de 2016.

sábado, 9 de julho de 2016

Embarcado

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

O barco embarcou,
pelo nevoeiro.
De vento em popa, navegou.
Pelo sol de Janeiro.

Se aproximou.
Se aproximou.
E a noite logo veio.
Trazendo o nevoeiro.

Brilhando a maré.
Ventando igual em Fernando de Noronha.
De casco duro, choca com a onda.
Que bem me quer, mal me quer.
De Janeiro a Janeiro,
até onde eu puder.

Produção: 5 de Julho de 2016.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Qual espelho?

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Olho no olho.
Corpo no corpo.
Alma na alma.
Cara cara.

O espelho da mente é supremo.
Seu olhar te faz pensar.
Resquício de se conhecer, se questionar.
Martela o caráter, num espelho grande ou pequeno.

Tomado um banho.
Deitado na cama.
Se limpando da lama.
Me espelho.

Acordado cedo.
Chegado em casa tarde.
Olhando pelo box do chuveiro.
Secando a lágrima, de praxe.
Me espelho.

No vestiário do clube.
Na sala de estar.
Nas chamas de uma fogueira num luar.
Pelo horizonte num morro, lá no cume.
Me espelho.

Na tela do celular.
De um computador.
No olhar de um amor.
Na janela de um carro sem parar.
Me espelho.

Nas esquinas.
Na rotina.
No passeio.
No anseio, 
de querer ser o espelho.
E a razão de existir,
me completa por inteiro?
Ou...
E só o meu espelho?

Produção: 29 de Junho de 2016.