terça-feira, 28 de junho de 2016

Segundos de ardor

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: Divulgação)

Durante a dor.
Durante a pressão.
Durante todos os dias de treino que não foram em vão.
Existe um instante.
Onde é testado o amor.
Recíproca instigante.

Os olhos arregalam.
As veias saltam.
Você não consegue pensar em nada.
Sobre o piso desgastado, existe uma batalha.
Passar na prova, na sua própria prova.

Passar a dizer coisas ao seu corpo.
Passar a dar soluções a sua mente.
Passar a fazer o que for pra ser feito.
Simples, mas tem de ser ferreiro.
Ou melhor, bodybuilder.

Produção: 17 de Junho de 2016.

sábado, 25 de junho de 2016

Conceito pôética

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: Divulgação)

Poeta.
Poetisa.
Poema.
Poeminha.

Poeta.
Poetisa.
Poema.
Poeminha.

Poesia.
Prosa.
Conto.
Cordel.
Poeminha.

Poesia.
Prosa.
Conto.
Cordel.
Poeminha.

Escrita.
Livro.
Composição.
Canção.

Escrita.
Livro.
Composição.
Canção.

Não importa o estilo.
Não importa a estória.
Calminha.
Sem muita prosa.

Pô, é minha a poesia.
Que termina assim.
Com rima no fim.

Produção: 14 de Junho de 2016.


terça-feira, 21 de junho de 2016

Espelhou-se

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

O céu da tua boca.
É meu.
O céu da tua boca é apogeu.
A boca do seu céu me acolheu.
Logo, o "smack" apareceu.
Nessa mistura louca.

Julgo ser amada.
Pelos lábios carnudos.
Cheiro doce, que absurdo!
Ainda bem que sou muda.
Pois no espelho, mentalizo e escrevo.

Já o meu sorriso, diz tudo.

Produção: 14 de Junho de 2016.

domingo, 19 de junho de 2016

Versador

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Quem versa.
Quem consegue criar rima.
Quem dá o tom da vida,
através da poesia.

Quem liga os neurônios,
não é o cérebro.
A inspiração pisca.
Nos olhos do artista.
Que é o poeta.

Produção: 14 de Junho de 2016.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Medida poética

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

A poesia não precisa ser loooooooooooooooooooonga ou curta.
Só nã_ pod_ se_ mud_.

Produção: 8 de Fevereiro de 2016.

domingo, 12 de junho de 2016

Eu que sei

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

O maior problema do preconceito,
não é julgar sem saber.
É beijar sem conhecer o outro.
É julgar sem saber comentar.
É digitar sem saber escrever.
É concluir sem saber construir.

É dizer ser o sabido do saber.

Produção: 8 de Janeiro de 2016.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Água de ouro

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Ilhado.
Ilhado.
Mais uma vez.
Irado por estar ilhado.
Quase jogado ao calvário.
Pobre Lazário.

Prisioneiro da própria luta.
Jogado pelos cantos da canoa.
Implorando ajuda.
Num infernal isolamento, sem alimento e com a fala nula.

Sua canoa já foi de um lado pro outro.
Como dados dançando na superfície.
E o pior caro leitor, é o que ainda não te disse.

Lazário procura ouro.
Da herança de Luiz, seu pai.
Mal sabe ele o motivo de o lago ser dourado.
Nos arredores do vale, a ficha cai.
"Brilhará o homem que lutar por um lugar".
Lembranças de seu pai.

Produção: 1º de Junho de 2016.

sábado, 4 de junho de 2016

A natureza bate asa

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Num vento com aroma de vinho.
Saiu do ninho.
Voou de volta para a sua aldeia,
o filhote de Pinisko.
Região dessa espécie em risco.
Onde a música voa pela mata que a permeia.

Mas, existe um ar diferente.
De outro tipo de gente.
Contrária àquela extinção.
Desse povo, nasceu Bernardo, que sempre viveu no mato, buscando solução.

Resgatou Pipo, pinisko mal vivido.
Entretanto, sabido.
Sabido do pouco que fora ensinado.
Ser amigo de bons tratos.

A amizade surgiu.
Combatendo a extinção pelo mundo.
Com pássaros cantando, mas morrendo.
Até que isso tudo, por terra caiu.

Juntaram as espécies.
Cantaram até para os peixes ouvirem.
A natureza queria ser humana, mas aos contrários, não seriam.
Logo, ouvia-se o som do rio, era a prece.
Dos passarinhos.

Pipo e Bernardo estavam a caminho.
Indo buscar a força que encontraram em cada ninho.
Assim, o verde das matas.
O azul escuro e brilhoso das águas.
A terra às vezes batida, avermelhada, mas sempre terra.
O fogo, cheio de chamas inflamou as patas.
E chegou até onde era praticada toda a miséria.

Resultado, um caos instaurado.
Porém, não era por nada.
Era por algas, barbatanas, pêlos, rugidos, ninhos e pegadas.
Quem dera o homem não ter sido o único lesado.

Desastres naturais vieram.
E a fauna e flora, os pássaros as protegeram
No fim, a dor do homem foi motivo de lição, pobres e inocentes moradas.
Não foram só os pássaros que bateram as asas.

Produção: 26 de Maio de 2016