sábado, 30 de julho de 2016

"Certão"

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Seu Chico, seu Chico.
Meu grande amigo do sertão.
Da bota bunita e com toda essa solidão.
Por quê tanto assovias?
Deitado nessa terra batida,
onde perambulam vidas.

"Meu capim é de querubim.
Minha lua sopra estrelas.
E meu povo, meio metido a besta,
é o que guardo pra mim".

Ta certo, ta certo.
Mas e essa vegetação?
Não parece ser de sertão!?

"Não mesmo companheiro!".

É de onde então?

"É de onde sai a poeira,
que serve de inspiração,
pra minha poesia faceira.
Aquela que mora na minha cidade com muita paixão.
E lhe digo o nome dela!".

Pois diga!

"Ela vem e faz rima e faz prosa,
além de ser milagrosa,
define minha vontade em escrever com amor e paixão.
O nome dela é Poemão.
Cuja rima deixo grafada no seu coração".

Produção: 28 de Julho de 2016.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Joana D'arte de brincar

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Voa, voa Joana.
Voa, voa Joana.
Seja mesma quem tu és, menina.
Respire o sonho que te carrega.
Aos 15 anos, sorrindo mais do que numa festa.
Se diverte, sem pressa.

No ritmo das asas.
De andorinhas vindas da praça, cheias de graça.
Com salto alto no corpo, outro mais alto ainda na alma.
O frio do entardecer é motivo de calma.

Sob assovios longínquos, embeleza a fauna.
Sob o eflúvio da flora.
Joga bolinha de gude com as estrelas.
Ela brinca, pois adora ser marionete.
Em seu quarto chamado céu se diverte.
Essa tal de Joana que dança pelas quinas.

Produção: 21 de Julho de 2016.

sábado, 23 de julho de 2016

Amor mensageiro

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Vibra!
Vibra!
Meu peito, vibra.
Do nada.
Quando você diz tum tum...
Ele dispara.

Melhor te responder logo.
Sem te deixar no vácuo.
A visualização do meu sossego é ganhar um emoticonamor e apreço.

Eae?
Digitalizou o meu amor?
Ou só ficou na carinha de sorriso?

Produção: 21 de Julho de 2016.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Carta de poemor

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

E essa carta?
Joga!
Joga no ar.
Que eu pego.
Lá no alto, sem pensar.
Mas joga mesmo, pra eu te mostrar.

Mostrar de fato.
Sem dar voltas.
Te ganhar, não só no beijo.
Mas te proporcionar melodia por cordas.
Cordas vocais não!
E sim, aquelas que escrevo na sua imaginação.

Produção: 15 de Julho de 2016.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Amor de Fevereiro

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Você voltou.
Com o mesmo suspiro e voz rouca ao falar.
Num jeito tropicália MPBista.
Você pisca.
Naquela velha maneira de me olhar.
Ouvindo Marvin de um tal de Titãs, você viveu...
E pra mim, olhou.

Comendo bolo caseiro e rindo de nada.
Caiu na minha graça.
E sorriu também de graça.
Mas, por quê você voltou?
No momento em que a porta bateu, e a saudade chorou.

Você voltou.
Também cantando uma bossa não tão nova assim.
Jogando beijos perfumados.
Cheio de detalhes no rosto, logo, vinha aquele cheiro da cozinha...
Sabe, do seu chá de alecrim.

Você voltou mesmo.
Voltou para expor sua aura.
Ganhar mais vida.
Claro!
Ao meu lado.
Do jeito certo, tudo com muita calma.

Por isso que eu digo.
Nosso amor não é passageiro.
Ele vai e volta, igual Fevereiro.
Numa batida quase violenta.
Mas...
Nosso amor é em câmera lenta.

Produção: 14 de Julho de 2016.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Sopro fauna, sopro flora

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Disponível)

Voa natureza.
Voa natureza.
Mas que beleza,
ter você por perto.

Soprar seu aroma,
pelo meu corpo folheado.
Estrelar minhas noites, floridas com muito bioma.
Ora sabiá, que gosta de assobiar.
É 'pêlo' quem te escreve, a natureza.
Que guia a destreza de sua nobreza.

Sou a mata.
Que não mata.
Sou o mar.
Que não acaba.
Sou o céu.
Longe de ser o réu,
de meus desastres.

Sou eu mesma.
Que plano no ar.
Colho os frutos da terra.
De humanos.
Que me desmatam.
Sem fazer planos.

Produção: 11 de Julho de 2016.

sábado, 9 de julho de 2016

Embarcado

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

O barco embarcou,
pelo nevoeiro.
De vento em popa, navegou.
Pelo sol de Janeiro.

Se aproximou.
Se aproximou.
E a noite logo veio.
Trazendo o nevoeiro.

Brilhando a maré.
Ventando igual em Fernando de Noronha.
De casco duro, choca com a onda.
Que bem me quer, mal me quer.
De Janeiro a Janeiro,
até onde eu puder.

Produção: 5 de Julho de 2016.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Qual espelho?

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Olho no olho.
Corpo no corpo.
Alma na alma.
Cara cara.

O espelho da mente é supremo.
Seu olhar te faz pensar.
Resquício de se conhecer, se questionar.
Martela o caráter, num espelho grande ou pequeno.

Tomado um banho.
Deitado na cama.
Se limpando da lama.
Me espelho.

Acordado cedo.
Chegado em casa tarde.
Olhando pelo box do chuveiro.
Secando a lágrima, de praxe.
Me espelho.

No vestiário do clube.
Na sala de estar.
Nas chamas de uma fogueira num luar.
Pelo horizonte num morro, lá no cume.
Me espelho.

Na tela do celular.
De um computador.
No olhar de um amor.
Na janela de um carro sem parar.
Me espelho.

Nas esquinas.
Na rotina.
No passeio.
No anseio, 
de querer ser o espelho.
E a razão de existir,
me completa por inteiro?
Ou...
E só o meu espelho?

Produção: 29 de Junho de 2016.



sábado, 2 de julho de 2016

O pai e o garoto

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Lado a lado.
De mãos dadas.
Com olhares compartilhados.
Andando pela vida.

O pai, educadamente não pisava nas folhas.
O garoto, o mesmo fazia.
E a educação refletia.
Enquanto o garoto estourava bolhas.

Sob assovios de pássaros.
Cumprimento de vizinhos.
Rais solares esquentam o dia,
bem devagarinho.
E o caminhar de feriado, é feito por singelos passos.

Assim foram.
Contando histórias.
Aprendendo com as ruins e rindo das boas.
Rodando a quadra, ganharam...

Ganharam a oportunidade.
De serem apenas, pai e filho.
Ou melhor...
Pai e garoto.

Produção: 19 de Junho de 2016.