terça-feira, 27 de setembro de 2016

No seu nirvana

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

As palavras estão jogadas no rio.
Pinceladas elas são.
Formando-se a rima então.
Ao leitor fervoroso, causou até arrepio.

Jogar-se nessa imensidão imaginária,
onde a poesia é pura lábia,
e conversa com a alma sábia...

Que se diz literária.

Produção: 22 de setembro de 2016.

sábado, 24 de setembro de 2016

Carrocéu

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

De pisada em pisada.
O menino de boina não só anda pela escada.
Advinda dos céus, perto de sua casa.
Caio repara o campo num tom de despedida.

Socialmente, ele sobe devagar...
Vivendo seu próprio conto infantil,
que para ele, sempre existiu.
Nos detalhes rasantes pelo ar.
No vento perfumado que invade até a sala de estar.

Pois bem...
Encontrará a infinitude,
de ser criança e brincar.
Desde os clássicos jogos às mais novas manias.
Sorrindo com muita saúde.

Caio se tocou,
só quando acordou no céu.
Sem precisar morrer, ele apenas sonhou.
Um novo pequeno príncipe?
Longe desse papel.

O menino de boina deixou sua casa mais feliz do que triste.
Porque iria morar no seu novo quarto.
O Carrocéu.

Produção: 19 de setembro de 2016.


terça-feira, 20 de setembro de 2016

HORI pela HIDEOlogia romântica

(Pedro Paulo Marra)

 
(Foto: Divulgação)

Naquele campo oriental, tinindo.
Entre a madrugada e o amanhecer.
Ela sai.
Todo domingo.
E é questão de segundos o som do pingo,
que desaba de seu rosto e apenas cai.

Hori é mais do que um vestido ventando.
Os galhos delgados, desnutridos de amor, 
vão mostrando...
que ela sente falta de um calor.
Esse do campo.

E já fez parte de uma dupla.
Ou melhor, um casal sem culpa.
Mas que amou com proeza.
AIDSisso eu tenho certeza,
que no enterro de seu amado Hideo, perto de um carvalho seco.
Eu, tu, ela, ele, nós, vós, elas e eles.
Qualquer um ficaria de joelhos.

Mas se para alguns, a religião não basta.
Caminhe como Hori.
Pois, o túmulo embaixo da árvore é o que rega.

Quanto às flores,
não são só provas de amor, são pétalas de outono.
Que seja por onde for, Hori não se preocupará,
Porque Hideo é o dono.

Produção: 10 de setembro de 2016.


sábado, 17 de setembro de 2016

Aflição noturna

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

No silêncio da pista.
Esperando igual lixeira o ônibus passar,
é a única saída.
Pior é pra quem tem que cuidar de toda uma família.

Sim, cai o rosto morgado.
Acuado e com medo.
1:20 e se foi o último ônibus a passar.
Pura angústia, 
de conseguir o habeas corpus pra se livrar desse radar,
que norteia o destino da minha rima.

Assim como, capta os passos, de parada em parada.
Essa é a sina.

Produção: 4 de Setembro de 2016.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Pra minha mina

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: Pedro Paulo Marra)

Os sonhos?
Vou batalhar pra ganhar um por um.

Posso querer várias coisas toda hora.
Quem diga o mundo todo.
Mas você, haha.
Com certeza é a cereja do meu bolo.

Produção: 4 de Setembro de 2016.

sábado, 10 de setembro de 2016

Compositores

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: Divulgação)

Cada um no seu ninho,
produz muito bem quando está calado e sozinho.
E se bater a inspiração, compõe até um pergaminho.
Então, não deixe ela sair de fininho.

Pois quem se inspira,
quem bota a alma numa linha,
quem deixa o amor em rubricas,
não é a mesma pessoa que escreve uma cartinha.
E sim, aquela que faz arte usando uma latinha.

Produção: 4 de setembro de 2016.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Página virada

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Por meio de mensagem, o mandaram o feedback.
Era a quantia que faltava no seu último contracheque.
Voou-se a chance do sucesso.
Agora, para deus ele pede.
Que não seja grande seu recesso.

Lúcio teclava por madrugadas uma matéria especial.
'Batia perna' até onde pôde.
Conversou com as mais variadas fontes, quem lhe dera fosse...
O grande dono do jornal.

Disseram o motivo,
corte de gastos.
Longe de ser o ideal.
As palavras se embaralharam pelo ar, num tom paradoxal.
Sobem as folhas assim como caem as pautas.
Quebram-se igual pratos, e o barulho é infernal.
Ecoando o barulho dos passos do sapato desgastado, alucinação anormal.

Lúcio, a vida não é só um caos, disse uma colega.
Virou a página do livro que lia.
E uma surpresa lhe aparecia.
Pregaram nele uma peça.
"Aviso: Parabéns Lúcio, feliz aniversário".
Sua apuração rendeu simplesmente a capa do jornal.

Produção: 2 de Setembro de 2016.


domingo, 4 de setembro de 2016

Céu de nuvens

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Rondando as curvas da cidade, até que jovem.
Olho para cima, e vejo o movimento das nuvens.
Lentamente elas se saúdam.
Nadando no azul ciano do céu, de lugar elas mudam.

No fundo desse mar urbano de algas,
sopros acariciam folhas.
Veículos criam bolhas.
E o melhor, você não está em qualquer lugar.

Apenas passeia por Brasília.
Com detalhes cômicos e sublimes.
Igual a Fenda do Biquíni.

Produção: 31 de Agosto de 2016.