domingo, 30 de outubro de 2016

Poerótico

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Olá, meu nome é Poesia.
E não costumo fazer rapidinhas.
Sou a escrita que te arrepia.
Que goza o prazer da rima.
Sussurra na sua nuca, da palavra mais simples à mais absurda.

Seu olhar me deixa sedenta,
a não parar de rimar, rápido ou até em câmera lenta.
E abuse de mim quando eu dominar seus sentimentos.
Porque meu amor é 0800.

Produção: 27 de outubro de 2016. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Hábito poético

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: reprodução)

Azar da pessoa que não gosta de ler.
Pois, a poesia transforma.
Te estagna no tempo para degustar palavras.
Rimar com você de graça.
Oferecer sorrisos, te confortar.
A leitura te pega e a poesia te ampara.

Viu?
Virastes leitor.

Produção: 21 de outubro de 2016.

domingo, 23 de outubro de 2016

Meus galhos

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Reprodução)

Galhos, meus galhos.
"Sombrificam" meus passos.
Dão o tom musical da minha noite, crepúsculo e amanhecer.
Se cruzam, mas não se quebram.
Pois, são meus galhos.
Que se enroscam por puro prazer.

O som, não há como escrever.
Apenas descrever,
essa melodia diária do meu viver.

Galhos, eles são a música de fundo.
Essa mesma leitor.
Lida por um pensamento profundo.
Oriunda dos meus galhos, permeados por todo o mundo.

Produção: 21 de outubro de 2016.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Versos sonoros

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

- Onde estou?
- Que vozes são essas?
- E esse rabisco? Vem de onde?
- Parece uma casa de festas.

(tum, tum tum)
- O que foi isso?
São os dedos pensativos, Maria!
- Dedos? Mas que ded..."AHÁ!".
- Agora eu ouvi uma voz.

É dela.
- Ela quem?
Ela que faz seu olhar caminhar pelas palavras.
Que faz parte de uma arte literária.
Essa é a mente dela.

- De queeeem?
Da poetisa.
- E o poeta?
Vem depois.
- Por que?

Porque ela é a luz da inspiração.
Lá no fim do túnel o poeta só aguarda.
Pois ele, dá um fim à inspiração,
e ela, dá luz à razão...
de se fazer poesia.

Produção: 14 de outubro de 2016.

domingo, 16 de outubro de 2016

Com proeza

(Pedro Paulo Marra)



(Foto: Divulgação)

A poesia te ganha.
Não sei se é no começo, meio ou no final.
O pouco é muito quando a rima sai bem natural.

Faço pelo belo objetivo, 
e nunca pela beleza de enrolar versos contigo.
Pois esses, qualquer leitor de jornal amassa e vira lixo.

Produção: 14 de outubro de 2016.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Essência essencial

(Pedro Paulo Marra)

Resultado de imagem para essência da vida

(Foto: divulgação)


Minha essência.
Sua essência.
Nossa essência.
A poesia ganha espaço.
A poesia fala e diz o que pensa.
Na ponta do laço, ela é a mais importante remanescência.

Se liga quando eu falo.
Porque a inspiração bateu.
E to escrevendo.
Pra ela ir embora é num estalo.

Agora entendeu?
A pureza do momento,
que é só seu.
Não precisa ter só emoção e razão.
Faça da sua essência, essencial.

E bom divertimento.


Produção: 27 de setembro de 2016.

domingo, 9 de outubro de 2016

O caminhar

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Ela vem devagar.
Cruzando os passos lentos.
Caindo a vestimenta, fico sedento,
por te adorar.

Ela vem devagar.
Ganhando espaço na minha alma.
Toca-se a harpa ao luar,
enquanto meu coração dispara.

Ela vem devagar.
Rimando comigo pelo olhar.
Dançando com as sobrancelhas.
Me fazendo sentir o amor.

Ela...
É o que há!

Produção: 27 de setembro de 2016.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Papo de amor

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)

Tudo se resolve.
Pois, quando tem amor no meio,
nada se dissolve.

Produção: 15 de Setembro de 2016.

sábado, 1 de outubro de 2016

Poetisa urbana

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Divulgação)


Na mão, seu nome.
Se sentindo num show acústico,
debaixo do chuveiro até quando sai à rua,
Rosa versou pelo ar seu som lúdico.
Cantava ela, nua e crua.

Sua silhueta ganhou o sol como espelho.
Sombreou as folhas com seu cabelo.
Tocou as notas do violão com zelo.
Enquanto escrevia uma carta colando o selo.

Ela nunca foi de presentear-se.
Distribuía amor para quem passasse.
É aí em que as cartas ganham a cena.
Andando na rua, distribuía poesia.
Esse é o esquema.

Pediam mais declamações da varanda.
Pediam bis.
E ela toda branda,
compunha de matriz em matriz.

E o que tinha no selo?
"Poetisa urbana", escrito com seu cabelo.

Produção: 26 de setembro de 2016.