terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Disque prosa

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Quero te ligar do nada.

Expressar a minha risada,

marcar um rolê na praça,

contar um monte de história,

para que no final,

você desligue,

e minha voz fique na memória.

Produção: 7 de dezembro de 2017.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Céu moldura

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: autoral)

O teto sem fim.

Divinamente pintado.

A cada instante um novo tom,

ora azul, ora alaranjado.

Hipnotiza.

Impressiona.

Obra prima aos apaixonados,

que apreciam com primazia,

o céu de Brasília.

Produção: 4 de dezembro de 2017.


domingo, 26 de novembro de 2017

Simplesmente você

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

Me sinto um nada.

Queria ser tudo.

Mas o pouco que você tem,

já me convém.

Produção: 27 de outubro de 2017.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Cidade livro

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: autoral)

Cheguei.

São Paulo.

Com tempo nublado cobriu a tarde toda.

Raio solar era mato, como dizem por lá.


Mas o meu sentimento num geral,

foi de ser uma vírgula,

no meio da multidão de palavras...

Sem um ponto final.

Produção: 27 de outubro de 2017.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Estação unitom

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

H²O em vidros.

Vento frio.

Tímidos são os risos.

Chegou, a primavera.


As pistas brilham.

Sob a luz fria, que dá vida ao escuro.

Brasília vira um quadro a cada muro.

Cai chuva nas tesourinhas.

Respiram sorrisos nas minas.


É véi.

Bom é ter amigos.

Se sentir um ipê nos pilotis.

"Quero ficar de boa", o outro diz.

Há beleza em Brasília.


De estação em estação,

os trilhos chiam,

o aconchego vem,

encostados na janela gelada.

Mas é bom.


O tempo de um só tom.

Brasílico.

Produção: 27 de outubro de 2017.



quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Conjugação poética

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Eu.

Tu.

Ele.

Ela.

Nós.

Vós.

Eles.

Elas.

Conjugam poesias.

Não fogem à regra.

Produção: 8 de setembro de 2017.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Amor incolor

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Amor.

Eu te amo.

Eu lhe amo.

Eu amo você!


Mas tu me amas?

Você jura que me ama?

Ou sou somente um bem querer?

Que te alimenta de amor na cama.


De verdade.

Para você.

Eu sou o amor?

Porque não pareço ter cor.

Produção: 4 de setembro de 2017.

domingo, 8 de outubro de 2017

Persiana capilar

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

Como fio de mel.

Eles adocicam o ar.

Beleza única.

De cabelos lisos.

Molhados pela água do mar,

que balançam e respingam sorrisos,

pra lá e pra cá.


São tão brilhosos,

como os raios solares,

douram as raízes capilares.


Ó cabelos lisos,

não fiquem presos.

Sejam livres mesmo.

De chegar a encostar no umbigo,

fazer cócegas com suas pontas, 

entrando devagarzinho,

pelo nariz e orelhas.

Até formar um ninho...

De lisuras.


Como nos travesseiros,

formam partituras.

Produção: 4 de outubro de 2017.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Vida multicolor

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Cores de sabores.

Cores, de flores.

Cores, de amores.


Cores, que sangram horrores.

Que fazem colorir os podres...

Da vida.

muitas vezes sem cor.

Dizem ser cinza.

Sem amor.

Embora tenha cor.

Produção: 21 de setembro de 2017.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Ondas capilares

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

São eles...

Cacheados.

Fazendo túnel para os dedos.

A mão é o trem,

que esfrega os cabelos.

Bons de passar a mão,

igual macarrão.


Crescem ondulados, geometricamente complicados.

Mas artisticamente, nos deixa apaixonados.


Ó cabelos cacheados,

quero surfar nos seus ondulados,

sentir seus cachos de uva,

ser o vento para dançar contigo,

a flor, para lhe podar aroma.

A água, para te jogar brilho.

A poeira, para mostrar a sua força,

que sem eira nem beira,

cai nenhum fio.


Só se cair ondulado.

Produção: 24 de setembro de 2017.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Prosa astral

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

O céu conversou com o sol.

Até que a lua apagou a luz do quarto.

Virou abajur.

Só restaram estrelas,

que formavam o diálogo,

pura beleza,

pura natureza,

puro astral.

Produção: 7 de setembro de 2017.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Poesia brasiliensis

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

A cidade poesia.

Tem tesourinhas.

Onde eu corto caminho,

até rimar com eixinho.


A cidade poesia,

está num quadrado,

com formas geométricas pra todos os lados.

Baús ambulantes espalhados.

Quadras e vias numeradas,

também feitas de siglas,

que dão a pista...


De ver a beleza na seca.

Olhar um céu de pureza.

Falar "véi" sem perceber,

até ter um lago,

visto da Torre de TV.


Tudo isso é um plano.

Elaborado para você.

Brasiliense.

Produção: 3 de setembro de 2017.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Rimaço

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

Cansaço.

Trabalhaço.

Descansaço.

Quebradaço.



Quem não cansa,

é o poemaço.

Que dá um banhaço.

Nesse tal de cansaço.

Aço.

Aço.

Aço.

Aço.

Produção: 28 de agosto de 2017.

domingo, 3 de setembro de 2017

Por hora, branco

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: disponível)

As mãos deslizam o branco.

Nobre papel.

À mercê de um poeta.

Com a caneta firme na mão.

Pinta com a tinta então.


O cobaia nada tinha.

 Na verdade,

tatuou letras nas linhas,

eternizando a poesia.

Produção: 28 de agosto de 2017.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Pelos eixos

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

No diminutivo,

o Eixinho é grande.

Com um chão sombreado por ipês coloridos.

Você vai da Asa Sul a Norte num instante.


No aumentativo,

o Eixão é pequeno.

Tem a rodoviária de umbigo.

Um buraco,

com tatu escondido,

e une o Plano Piloto num só.

Todo dia.

Até feriado e domingo.


Produção: 23 de agosto de 2017.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Rima de mercado

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: disponível)

Certa vez, me perguntaram se poeta trabalha.

Bom...

Trabalhar eu não sei.

Mas dá muita oferta de emprego às palavras.


Produção: 8 de agosto de 2017.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Entregue ao seu tempo

(Pedro Paulo Marra)


(Foto: divulgação)

 Por um momento.

Esqueci o tempo.

Por um momento,

os ponteiros pararam.


Por um momento.

Deu o alarme.

Não me faltou nem restou tempo.


Mas para te amar,

minha vida não virou um alarde.

Pois...

Vendi o meu tempo a você.

Produção: 1º de agosto de 2017.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Marcas de pele

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Não importa a roupa que vier a cobrí-la.

Não importa os chapéus e bonés que vierem a sombreá-la.

Não importa!


Se a folhagem virar tatuagem sob o sol.

Se o calor do sol esquentá-la até arrepiar.

Se a lama vier e lambuzar.

Se a água doce fizer brilhar, e a salgada dourar.

Se os fetiches por ela darem prazer até gozar.

Se as marquinhas mostrarem os caminhos do "amar".

Não importa!


Se as marcas de uma "noite daquelas" trouxerem boas recordações.

Se o aroma de café a impregnou.

Ou até mesmo o do cobertor.

Que a abraçou por horas.

Não importa!


Se ela envelheceu.

 O mesmo tato que me enlouqueceu,

transcendeu o meu olhar,

virou poesia,

que perfuma o que dizem ser...

Pele.

Produção: 1º de agosto de 2017.


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Pra mim, ela é minha

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Pra mim, ela é linda.

Pra mim, ela completa a minha inspiração.

Pra mim, a risada dela limpa os meus ouvidos.

O "smack" de seu beijo é a marca do sentido,

de amá-la.


Pra mim, não tem coisa melhor do que sentir o cheiro no travesseiro,

onde sempre restam alguns fios de cabelo.

Pra mim, o choro por você,

pinga alegremente sem eu perceber.


Pra mim, a sua silhueta forma o meu gosto.

Pra mim, o olhar é o espelho da certeza, 

de que pra mim...

ela é poesia.

Produção: 23 de julho de 2017.

domingo, 30 de julho de 2017

Tom do luar

(Pedro Paulo Mara)

(Foto: divulgação)

Noite.

Noite de luar.

A noite que não entra em pernoite,

roubou o sol do dia.

Um açoite!


Mas, um motivo havia.

Era para iluminar Felícia.

Da rua, és andarilha.

Ou melhor,

bailarina.


Sob postes esbranquecidos com a luz da lua,

A noite em clarão,

para ela,

fora despercebida.


O destaque se dava por uma alma intransponível e corpo em expressão.

De um vestido preto,

tão preto como a sua sombra,

que transparece ser o retrato sofrido,

do físico sem coração.

De quem parece dar passos em vão.


Felícia pincela suavemente o ar com suas mãos,

brilhando uma pele cor de giz,

mediante um quadro,

em que ela é a obra de arte,

do que verbalizam  ser o mair puro prazer de...

dançar.


Produção: 23 de julho de 2017..

domingo, 23 de julho de 2017

Cidade inspiração

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

O vento que bate no meu peito,

é o mesmo que bate nas asas sul e norte,

fazendo decolar a minha imaginação,

escrita no asfalto do eixo.

E isso não é poesia.

É Brasília.

Produção: 22 de julho de 2017.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Desejo

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: disponível)

Um abraço disfarçado de beijo.

É isso que eu desejo.

Do fundo do meu coração,

que te abraça com o desejo,

de ter o seu beijo.

 Produção: 18 de julho de 2017.

domingo, 16 de julho de 2017

Verde colorido

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

O DF verde que te permeia,

frutifica por todos os lados.

A até você perceber,

os galhos secos desse quadrado,

que frutificaram...

Mais um Ipê.

Produção: 16 de julho de 2017.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Alarme de amor

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Por um momento,

eu esqueci o tempo lá de fora.

Mas nesse meio tempo,

não me esqueci de você.

O ponteiro certo da minha hora,

estava marcado para te encontrar,

quando disparou o alarme,

aqui dentro do meu ser.

Produção: 9 de julho de 2017

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Passageiro de um plano

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

O Athos de Brasília ser planejada,

entrou no meu eixo.


Depois do trabalho...


Quando eu esperava o baú na parada,

de Bulcão em Bulcão,

me falaram pra pegar um zebrinha,

que passa por um balão,

por quatro pardais e cruza a W3 e L2 inteirinhas.


Chegando perto do meu bloco J, 

me deito no pilotis do K.

ao som de uma cigarra.


Foi aí que percebi.

Estava em Brasília.

Produção: 6 de julho de 2017.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Cheiro de rima

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Se a minha escrita é gostosa,

imagine a minha poesia, 

que tem cheiro de rima,

com uma pitada de prosa.

Produção: 12 de junho de 2017.



domingo, 25 de junho de 2017

É como se...

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Melhor do que ver TV como se fosse rádio.

Melhor do que tomar banho de chuva como se fosse um copo d'água.

Melhor ainda...

É banhar amor nos outros como se fosse moda.

Sim, é melhor!

Produção: 10 de junho de 2017.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Metamorfose a todo instante

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: disponível)

"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante,

eu prefiro ser essa metamorfose ambulante,

do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

do que ter aquela velha opini...."


Será que eu prefiro mesmo?

Me pego pensando nesse instante.

Ser levado por Raul Seixas ou ser levado por outrem?


Minhas opiniões se tornaram velhas?

Diante da nova,

dos também formadores de opinião.

Estou às cegas?


Não quero fugir à regra.

Nem ser o dono da resposta certa.

Quero mudar a todo instante,

a opinião errônea que vibram as falanges.


Quero sim,

preferir,

poeticamente,

ser um amante.

da metamorfose que é a poesia.

Do que ter aquela velha rima formada sobre tudo.


Produção: 24 de maio de 2017.

sábado, 17 de junho de 2017

The poetry, don't leave

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

I don't believe.

I simply don't believe.

That, someday I will die.

But, before I say goodbye.

I'm gonna write, write, write, and...

Write the life.

Despite everything,

the poetry will still be alive.

Produção: 31 de maio de 2017.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Uma manhã de domingo

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Seus olhos.

Levemente caídos.

Levemente adormecidos,

a persiana de cílios,

melhor não abrí-la.

Deixe pingar aos poucos a luz do dia.

Vá galgando o mais sublime "bom dia".

A cena, é frequente.

A atriz, é da vida real.

E enquanto meus dedos vagarosamente viram pente,

fecho os olhos e te beijo pela mente.

E poeticamente,

você sente.

Produção: 4 de junho de 2017.

domingo, 11 de junho de 2017

É ela: a poesia

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: disponível)

Eu bocejo, ela exala.

Eu rio, ela gargalha.

Eu grito ela explicita.

Eu choro, ela pinga.

Eu beijo, ela marca.

Eu escrevo o beijo,

ele nos ratifica.

Produção: 2 de junho de 2017.

terça-feira, 6 de junho de 2017

DF nosso de cada dia

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: Roberto Jayme)


É Seu Calango,

se põe mais uma chance.

O sol derrama brilho na cidade.

Os moradores também são de rua.

Brasília: cidade nua, mas não crua.

Tem muita gente caseira, perto da rua.

As pisadas marcam a labuta.

E o quadradinho não pára,

caro Calango.


Entre...

Tesourinhas e estradas parque ao tom de freadas e buzinas.

Nos carros ou baús...

Tunados na FM, CDs, pen drives e até um tal de Spotify.

Um novo índice de violência arrepia e nos retrai.

Mas também tem o desafogo do fim de semana Seu Calango,

de bares pinguços e beirutes da vida

de uma balada da hora num canto aí.

Bota fé?


Pois é véi,

o Plano Piloto borbulha.

A esplanada pulsa,

você sabe bem do que Calango vei.

As satélites buscam um sinal,

de luta,

pela identidade.

De ser cada vez mais...

DF.

Produção: 5 de junho de 2017.

sábado, 3 de junho de 2017

Brasília poética

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: disponível)

Minha vida urbana tem uma legião.

Meu João é de barro.

Meu lobo é guará.

Meu plano tem piloto nessas andanças.

Onde não ando de carro,

só de zebrinha.


E Brasília não é só minha!

Também das cidades-satélites,

naturais do cerrado,

das feiras populares, cada coisa linda.

E o espelho dessa grandeza tão rica?

Onde fica?


Lago Paranoá, o espelho ideal.

Nele, verás o camaleão do cerrado,

basta olhar para cima.

Vosso céu ora laranja, ora azul piscina.

Que clima!

E isso não é só poesia...


É Brasília!

Produção: 26 de maio de 2017.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Pretérito imperfeito, mas definido

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Melhor do que respirar o passado,

e transpirar o presente,

é suar o futuro.

Produção: 30 de maio de 2017.

sábado, 27 de maio de 2017

Jogo da velha paixão

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Meu amor não brinca de par ou ímpar,

muito menos polícia e ladrão.

Ele entra naquele pique e te pega com paixão.

Te deixa numa sinuca,

dando um xeque-mate,

bem no seu coração.

Produção: 26 de maio de 2017.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Sorrio para o amar

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

O ato de sorrir: belo.

O ato de amar: belo.

Mas também, único.


E a vontade de sorrir amando?

Isso é o que me deixa incrédulo.

Produção: 24 de maio de 2017.

sábado, 20 de maio de 2017

Na imensidão, amor

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: disponível)

Me perdi, no meio do nada.

Talvez fosse necessário, sabe.

Fugir um pouco da minha mocidade.

Amadurecer de verdade.


Em busca de alguém como você.

Almas perfeitas,

corpos avistados de longe.

Com o amor ambíguo...

Nossa seita.

Produção: 14 de maio de 2017.

sábado, 13 de maio de 2017

Espectro da rebeldia

(Pedro Paulo Marra)
(Foto: disponível)

"Espectro" que você,
sim, você.
Seja mais você.
E não seja rebelde.

Produção: 4 de maio de 2017.

terça-feira, 9 de maio de 2017

V_m_s volt_r a escrever

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: disponível)

Me faltava criatividade.
Até você ganhar espaço na minha inspiração.
E a rima?
O saudaaaaade.

Produção: 4 de maio de 2017.

domingo, 7 de maio de 2017

Meu plano tem piloto

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Aterrissei.
Vou andando no pilotis.

Deixo o meu amor entrequadras.
Nessa cidade arborizada,
desfilo pisadas pelas calçadas.
Olho para cima,
e avisto de longe a rima exata.

Um céu que parece de praia.
Mas é de Brasília.

Produção: 4 de maio de 2017.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Amor natural

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Com licença, eu queria te dizer uma coisa,
se não for incomodar.
Assim...
É que...
Eu te amo.

Produção: 19 de abril de 2017.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Vem me costurar!

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Vai, me costura!
Junta as linhas, faça-me marionete.
Me pega na cintura, me desenrola nas entrelinhas,
até o meu coração virar crochê.

E o amor?

Aos poucos, eu deixo você tecer.

Produção: 17 de abril de 2017.


domingo, 23 de abril de 2017

Pulando do descaso

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Quase que enganchada nas nuvens.
À beira do desejo.
À beira do medo.
A gaiola prendia uma vontade.
Pular de lá era a maior sanidade.

Marizia fora presa para cuidar da lua.
A magia do brilho pertencia a ela.
Se não a fosse, o céu não seria uma pintura,
e a noite não teria a mesma ternura.

Porém, queria ser mais Marizia.
E não a Marizia da gaiola, cuidadora da lua.

Não só o céu a pertencia.
Mas o mundo cheio de alegria,
ela não conhecia.

Abriu a gaiola e mergulhou no globo.
Seu pulo simbolizou um desaforo,
de ser mais vida,
mais si própria.

Mais Marizia.

Produção: 12 de abril de 2017.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Versos prematuros

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Numa folha de papel,
de modo bem natural.
Assim nasceu a poesia...

Num parto mental,
em que os pais são vários,
e a rima é a marca de nascença.
Em que se resume a inspiração,
sua maior crença.

Produção: 2 de abril de 2017

terça-feira, 11 de abril de 2017

Embriagado de paixão

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: disponível)

Eu te amei demais.
Até ficar bêbado de amor,
e cair pra trás.

Produção: 10 de abril de 2017.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

"Eu te amo" na minha hora

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Quando te falarem um "eu te amo" da boca pra fora,
pegue-o!
Mas guarde-o dentro de você.
E solte-o na sua melhor hora.

Produção: 26 de março de 2017.


domingo, 2 de abril de 2017

A escapada

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Na calada da noite,
há um clarão, mas está longe.
Mas também longe de ser um açoite.
E Lilian não se esconde.

O balanço de seu vestido,
como uma cortina beijada por ventos,
é a demonstração do perigo.
Que corre junto dela neste momento.

Sujarás os pés sem consentimento.
Mas há um alento!
Há um motivo de Lilian correr contra o vento.
Quer ser única.
Fugir de seu marido violento.

Quer se sentir livre e feliz ao mesmo tempo.
Ela é o símbolo.
Símbolo de promiscuidade, levada pelo vento.
Ao relento...
Lilian busca o amor a cada momento.

É digno o sentimento.
De olhar o incerto,
e querer algo certo.
Mesmo no sofrimento.

Sim...

É um sublime momento.

Produção: 22 de março de 2017.

terça-feira, 28 de março de 2017

Momento$

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

O cifrão da felicidade, 
lucra com amor?
Pois...
Para uns, o que importa são os momentos.
Para outros, advindos do mundo líquido,
ba$ta um $orri$o no rosto,
que o mundo fica lindo.

Produção: 23 de março de 2017.

domingo, 26 de março de 2017

Química clínica

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Minha paixão visualizou a sua mensagem.
Eu estava online,
enquanto você respondia,
meu amor passou pela triagem.
Até você me mudar.
Durante a nossa cirurgia,
de amor.

Produção: 16 de março de 2017.

quarta-feira, 22 de março de 2017

É sol o que ele quer

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Antes de o sol se por,
antes de acabarem os cliques nervosos do horizonte,
ele não se esconde,
está ali, sempre presente.
Pede licença à lua, sorridente.

A sua piscada reflete um raio de luz.
Que mostra o calor da vida,
bem à sua frente.

Produção: 19 de março de 2017.