quarta-feira, 26 de abril de 2017

Vem me costurar!

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Vai, me costura!
Junta as linhas, faça-me marionete.
Me pega na cintura, me desenrola nas entrelinhas,
até o meu coração virar crochê.

E o amor?

Aos poucos, eu deixo você tecer.

Produção: 17 de abril de 2017.


domingo, 23 de abril de 2017

Pulando do descaso

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Quase que enganchada nas nuvens.
À beira do desejo.
À beira do medo.
A gaiola prendia uma vontade.
Pular de lá era a maior sanidade.

Marizia fora presa para cuidar da lua.
A magia do brilho pertencia a ela.
Se não a fosse, o céu não seria uma pintura,
e a noite não teria a mesma ternura.

Porém, queria ser mais Marizia.
E não a Marizia da gaiola, cuidadora da lua.

Não só o céu a pertencia.
Mas o mundo cheio de alegria,
ela não conhecia.

Abriu a gaiola e mergulhou no globo.
Seu pulo simbolizou um desaforo,
de ser mais vida,
mais si própria.

Mais Marizia.

Produção: 12 de abril de 2017.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Versos prematuros

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Numa folha de papel,
de modo bem natural.
Assim nasceu a poesia...

Num parto mental,
em que os pais são vários,
e a rima é a marca de nascença.
Em que se resume a inspiração,
sua maior crença.

Produção: 2 de abril de 2017

terça-feira, 11 de abril de 2017

Embriagado de paixão

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: disponível)

Eu te amei demais.
Até ficar bêbado de amor,
e cair pra trás.

Produção: 10 de abril de 2017.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

"Eu te amo" na minha hora

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Quando te falarem um "eu te amo" da boca pra fora,
pegue-o!
Mas guarde-o dentro de você.
E solte-o na sua melhor hora.

Produção: 26 de março de 2017.


domingo, 2 de abril de 2017

A escapada

(Pedro Paulo Marra)

(Foto: divulgação)

Na calada da noite,
há um clarão, mas está longe.
Mas também longe de ser um açoite.
E Lilian não se esconde.

O balanço de seu vestido,
como uma cortina beijada por ventos,
é a demonstração do perigo.
Que corre junto dela neste momento.

Sujarás os pés sem consentimento.
Mas há um alento!
Há um motivo de Lilian correr contra o vento.
Quer ser única.
Fugir de seu marido violento.

Quer se sentir livre e feliz ao mesmo tempo.
Ela é o símbolo.
Símbolo de promiscuidade, levada pelo vento.
Ao relento...
Lilian busca o amor a cada momento.

É digno o sentimento.
De olhar o incerto,
e querer algo certo.
Mesmo no sofrimento.

Sim...

É um sublime momento.

Produção: 22 de março de 2017.